Presidente da RIM rebate críticas de Steve Jobs ao PlayBook

quarta-feira, 20 de outubro de 2010 10:28 BRST
 

TORONTO (Reuters) - Jim Balsillie, vice-presidente da Research in Motion, rebateu as críticas de Steve Jobs ao computador tablet BlackBerry PlayBook, dizendo que o ataque do presidente-executivo da Apple não fazia sentido fora do "campo de distorção" da companhia dele.

Jobs declarou na segunda-feira que diversos modelos de tablets dotados de telas de sete polegadas, como o PlayBook, criados para concorrer com o iPad, da Apple, e sua tela de 10 polegadas, "chegariam mortos" ao mercado. Ele também se vangloriou de que as vendas do iPhone haviam superado as dos celulares inteligentes BlackBerry.

"Para aqueles que vivem fora do campo de distorção da Apple, é sabido que os tablets de sete polegadas serão na verdade uma parte importante do mercado," afirmou Jim Balsillie em comunicado.

O BlackBerry, da RIM, e o iPhone, da Apple, assim como diversos aparelhos baseados no sistema operacional Android, do Google, estão disputando agressivamente o controle do crescente mercado de celulares inteligentes, enquanto o iPad leva vantagem inicial sobre os concorrentes no ainda novo mercado de tablets.

A RIM, que apresentou o PlayBook em setembro, não espera colocar o aparelho à venda antes do começo do ano que vem. A empresa vem divulgando a capacidade do dispositivo em empregar o software multimídia Adobe Flash, o que considera como vantagem sobre o iPad. A Apple, por sua vez, discorda.

Não é a primeira vez que as duas rivais trocam farpas. A RIM reagiu de modo brusco em julho quando Jobs tentou desviar queixas de consumidores quanto a defeitos na antena e de recepção no iPhone 4, afirmando que se tratava de problema generalizado no setor.

Na terça-feira, Balsillie tentou rebater a observação de Jobs de que o iPhone havia vendido mais que o BlackBerry no último trimestre, afirmando que os períodos contábeis da RIM não eram equivalentes aos da Apple, dificultando comparações. O último trimestre fiscal da RIM se encerrou em 28 de agosto e o da Apple, em 25 de setembro.

"A demanda do setor em setembro costuma ser mais forte que nos meses de verão," disse Balsillie, acrescentando que os 14,1 milhões de iPhones vendidos no quarto trimestre da Apple podem ter se destacado devido às vendas fracas no trimestre anterior.

(Por Alastair Sharp)