Google negocia desbloquear acesso a sites de TV

sexta-feira, 22 de outubro de 2010 10:00 BRST
 

Por Alexei Oreskovic

SAN FRANCISCO, Estados Unidos (Reuters) - O Google está negociando ativamente com três redes de TV que bloquearam o acesso a seus sites pela Google TV, informou uma fonte próxima do assunto.

Três das maiores redes de TV aberta norte-americanas bloquearam o uso de seus programas na Web por meio do novo serviço de TV online do Google, o que prejudica os planos da companhia para se expandir para além dos computadores.

Representantes da Walt Disney e da NBC Universal confirmaram na quinta-feira que suas empresas bloquearam o acesso via Google TV aos seus programas de TV aberta disponíveis online. A Disney controla a rede ABC e a rede de esportes ESPN na TV a cabo.

A Fox, da News Corp, também está considerando bloquear o acesso aos programas disponíveis em seu site, mas a decisão ainda não foi tomada, de acordo com uma fonte.

A CBS bloqueou o acesso às versões integrais de seus programas, entre os quais seriados populares como "CSI: Crime Scene Investigation", de acordo com reportagem publicada na quinta-feira pelo Wall Street Journal. A CBS se recusou a comentar.

O Google TV, lançado este mês nos Estados Unidos, permite que os usuários tenham acesso à Internet na tela de seus televisores.

O serviço está disponível em aparelhos da Sony e Logitech International, e pode abrir novas oportunidades publicitárias ao Google, que gera a maior parte de sua receita anual de cerca de 24 bilhões de dólares com publicidade vinculada a buscas na Web.

Os planos do Google TV podem ser vistos como ameaça pelas empresas de TV estabelecidas, disse Van Baker, analista do Gartner.

"Todos conhecem o domínio sobre o tráfego de Internet que o Google conquistou em termos de publicidade. Se aquele modelo for estendido à televisão, o poder do Google repentinamente se tornaria imenso no espaço publicitário, e as redes de TV aberta não gostam a ideia", disse Baker.

O Google anunciou em comunicado que o Google TV "permite acesso ao conteúdo de Internet que o consumidor já usa em seu celular e computador, mas os proprietários do conteúdo têm a escolha de impedir os usuários de acessá-lo nessa nova plataforma".