Reino Unido decide que Google Street View violou lei de dados

quarta-feira, 3 de novembro de 2010 15:03 BRST
 

LONDRES (Reuters) - O gigante das buscas na Web Google violou as leis britânicas ao recolher e-mails, endereços de Internet e senhas enquanto coletava dados para seu serviço de mapas Street View, anunciou na quarta-feira o comissário da Informação britânico.

Mas a agência encarregada de proteger os direitos de informação no Reino Unido informou que não multaria o Google desde que este aceitasse uma auditoria em suas práticas de proteção de dados e assumisse o compromisso de que essas violações não se repetirão.

O Google também está sob investigação na Itália, França, Alemanha, Espanha e Canadá, por recolher dados indevidos em seus carros equipados com sistemas wi-fi que distribui pelo mundo inteiro a fim de obter fotos para o Street View.

Investigadores federais norte-americanos encerraram um inquérito semelhante na semana passada, afirmando que a empresa havia tomado medidas que solucionavam as questões de privacidade que as autoridades haviam levantado.

No comunicado, o comissário da Informação britânico, Christopher Graham, afirmou que "há uma significativa violação da Lei de Proteção a Dados, quando os carros do Google Street View recolheram grande volume de dados como parte de seu exercício de mapeamento das redes wi-fi do Reino Unido".

"O comissário rejeitou os pedidos por multas em dinheiro, mas está bem posicionado para tomar novas medidas regulatórias caso o compromisso assumido pela empresa não seja plenamente cumprido", acrescentou.

O comunicado também afirmou que está sendo pedido que o Google apague os dados tão logo tenha autorização judicial para fazê-lo. Também informava que a polícia decidiu não conduzir investigação própria sobre o caso.

Peter Fleischer, o diretor jurídico do Google para questões mundiais de privacidade, afirmou em comunicado que "lamenta profundamente pela empresa ter recolhido dados indevidos no Reino Unido, de forma acidental, junto a redes sem fio não criptografadas".

"Não desejávamos obter esses dados, jamais os empregamos em quaisquer de nossos produtos e serviços e tentamos apagá-los o mais rápido possível", explicou.

(Reportagem de Georgina Prodhan)