10 de Novembro de 2010 / às 10:20 / em 7 anos

Lucro da Vivo sobe 81% no 3o tri por menor depreciação

Por Rodolfo Barbosa

SÃO PAULO (Reuters) - A Vivo encerrou o terceiro trimestre com resultado acima do esperado pelo mercado, apoiada em uma redução na depreciação e amortização de ativos.

A companhia, maior operadora celular do Brasil, registrou um salto de 80,9 por cento no lucro líquido dos três meses até setembro, para 601,8 milhões de reais.

A expectativa do mercado, segundo pesquisa da Reuters com analistas, era de um lucro de 430 milhões de reais no trimestre passado ante 332,7 milhões de reais em igual período de 2009.

Às 13h47, as ações da Vivo exibiam alta de 2,13 por cento, enquanto o Ibovespa apresentava recuo de 0,75 por cento.

"Esperamos que o mercado eleve suas previsões da empresa após os fortes resultados do terceiro trimestre", escreveu em relatório a corretora do Citigroup. "Contudo, reiteramos nossa recomendação 'manter' para as ações preferenciais e ordinárias por dúvidas sobre como os acionistas serão tratados quando a Telefónica consolidar Vivo e Telesp", acrescentou.

Em teleconferência com jornalistas nesta quarta-feira, o presidente-executivo da Vivo, Roberto Lima, preferiu não comentar o andamento da união das operações com a Telesp, subsidiária de telefonia fixa da Telefónica, que em julho comprou a fatia da Portugal Telecom na operadora brasileira por 7,5 bilhões de euros.

A Vivo afirmou que o resultado final foi beneficiado por depreciação menor registrada no terceiro trimestre, em parte pela amortização da rede CDMA e a desconsideração de investimentos atrasados.

"Nós tínhamos um volume trimestral de 300 milhões de reais destinados para amortização da rede CDMA que encerramos em julho. Mas não foram todos esses 300 milhões de reais que deixaram de ser depreciados", disse a diretora financeira da Vivo, Cristiane Barreto.

No terceiro trimestre, os valores da Vivo destinados para depreciação e amortização caíram para 556,1 milhões de reais, contra 791,6 milhões de reais um ano antes, uma redução de 29,7 por cento.

Contudo não é somente o fim da amortização da rede CDMA que explica a menor depreciação. "Também entram atrasos de projetos previstos no plano de investimentos, que não foram considerados para o terceiro trimestre, mas que devem ser considerados para o quarto trimestre", disse a executiva.

Os investimentos da Vivo no terceiro trimestre somaram 675,2 milhões de reais, ou 14,7 por cento da receita líquida, a maior parte destinadas à rede. No acumulado do ano os investimentos somam 1,493 bilhão de reais, ou 11,3 por cento da receita.

Parte dos recursos foram aplicados na expansão da cobertura de rede 3G, que atingiu 779 cidades no fim de setembro, ante 561 um ano antes. Assim, a receita de dados no terceiro trimestre saltou 61,4 por cento, chegando a 843 milhões de reais.

O guidance da empresa para investimentos é de 2,49 bilhões de reais em 2010, sem contemplar uma possível participação da empresa em leilões de espectro móvel.

CRESCIMENTO EM CLIENTES

A operadora preferiu não comentar sobre eventual participação da Vivo no leilão da banda H, que ocorrerá em dezembro. Apesar da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) ter estipulado preferência para entrada de uma nova empresa que ainda não tenha espectro no país, serão realizados também leilões de sobras de faixas e a expectativa do mercado é de que as grandes operadoras do setor entrem na briga.

A obtenção de mais espectro é vital para as grandes operadoras terem espaço para conseguir mais usuários, uma vez que o país caminha para encerrar o ano com uma penetração de telefonia móvel de 100 por cento.

A Vivo encerrou setembro com 57,7 milhões de usuários, mantendo a liderança do setor, com uma participação de 30,14 por cento, de acordo com números da Anatel.

A receita média por usuário (Arpu) foi de 25,2 reais no terceiro trimestre, queda de 7,4 por cento sobre os 27,2 reais de entre julho e setembro do ano anterior, que a empresa justifica por "efeito de diluição provocado principalmente por múltiplos SIM cards no mercado".

Já os minutos mensais de uso (MOU) subiram a 115, aumento de 29,2 por cento sobre os 89 minutos de um ano atrás.

A receita líquida da maior operadora móvel do Brasil ficou em 4,608 bilhões de reais, o que representa um aumento de 10,4 por cento sobre os 4,175 bilhões de reais contabilizados em igual período de 2009.

O Ebitda --sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação-- foi de 1,538 bilhão de reais de julho a setembro, alta de 10,1 por cento ante o 1,396 bilhão de reais no terceiro trimestre do ano passado.

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