Comissão dos EUA avalia coleta de dados pelo Google Street View

quinta-feira, 11 de novembro de 2010 11:59 BRST
 

Por Jasmin Melvin

WASHINGTON, 11 de novembro (Reuters) - A Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos Estados Unidos está investigando o serviço Street View, do Google, para determinar se a coleta de emails e outras informações privadas pela empresa violou leis do país.

O inquérito da FCC é mais uma das diversas investigações que o Google enfrenta pelos dados recolhidos por seus veículos, que fotografam ruas em todo o mundo.

O Google informou no mês passado que havia ficado "chocado" ao descobrir que os carros do Street View, equipados com sistemas para coleta de informações em redes WiFi, haviam recolhido mensagens completas de emails e senhas em alguns locais.

"Tendo em vista essa revelação pública, podemos confirmar agora que nossa divisão de fiscalização está investigando se essas ações representam violações da lei de comunicações norte-americana," disse Michele Ellison, diretor da divisão de fiscalização da FCC, na quarta-feira.

Um porta-voz do Google afirmou em comunicado que a empresa lamenta por ter recolhido dados indevidamente em redes não cifradas, e que está cooperando com as autoridades.

"Queremos apagar esses dados o mais cedo possível e continuaremos a trabalhar com as autoridades para determinar a melhor maneira de ir adiante, além de responder a quaisquer outras questões e preocupações que tenham," disse o porta-voz.

O Google espera mitigar futuras preocupações quanto à privacidade por meio da indicação de um diretor de privacidade na área de engenharia e gestão de produtos; treinamento de funcionários para que aprendam sobre privacidade; e criação de um processo formal de revisão de privacidade como parte de suas novas iniciativas.

Não está definido quais soluções a FCC poderia impor ao Google, o que dependerá dos resultados da investigação.

Uma carta da FCC em maio ao Electronic Privacy Information Center sugeria que o Google poderia ser multado em até 50 mil dólares caso surgissem provas de que havia interceptado transmissões WiFi para ganho comercial ou financeiro.