Suécia decreta prisão de fundador do WikiLeaks

quinta-feira, 18 de novembro de 2010 17:27 BRST
 

ESTOCOLMO (Reuters) - Um tribunal sueco decretou nesta quinta-feira a prisão de Julian Assange, fundador do site WikiLeaks, por suspeita de estupro e outros crimes sexuais, acusações que ele nega.

O advogado de Assange, Bjorn Hurtig, disse a jornalistas que espera que um mandato de prisão seja emitido depois da audiência ao seu cliente, que já visitou a Suécia no passado, e afirmou que irá apelar a decisão.

"Ele reafirma sua total inocência", disse Hurtig.

O advogado não quis responder onde está Assange, que é cidadão australiano.

"A razão para o meu pedido é que nós precisamos interrogá-lo. Até agora, nós não fomos capazes de encontrá-lo para interrogatório", disse Marianne Ny, coordenadora do caso da promotoria sueca contra Assange.

Assange afirma que as acusações contra ele não têm fundamento e criticou o que ele chamou de um circo jurídico na Suécia, onde ele tenta construir uma base para se beneficiar das estritas leis de proteção ao jornalismo.

Ele tem dito que foi alertado pela inteligência australiana antes das acusações de que ele poderia enfrentar uma campanha criada para abalar sua reputação.

Já Hurtig afirma não haver conspiração. "Acho que não, pelo menos não da CIA ou de qualquer grande organização", disse a jornalistas.

O WikiLeaks causou ira no Pentágono pela divulgação de documentos relacionados às guerras dos Estados Unidos no Iraque e no Afeganistão.   Continuação...

 
<p>Julian Assange, fundador do WikiLeaks durante coletiva de imprensa para o Clube da Imprensa de Genebra. Uma promotora da Su&eacute;cia pediu nesta quinta-feira que Julian Assange, fundador do site WikiLeaks, seja preso por suspeita de estupro, acusa&ccedil;&atilde;o que ele nega fortemente. 04/11/2010 REUTERS/Valentin Flauraud</p>