Investimento publicitário ultrapassará pico histórico em 2012

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010 13:30 BRST
 

LONDRES (Reuters) - O investimento publicitário mundial deve crescer fortemente ao longo dos três próximos anos e exceder o pico anterior à recessão de 2008 em 2012, quando atingirá 495 bilhões de dólares, previu a agência de compra de mídia ZenithOptimedia, nesta segunda-feira.

O investimento publicitário deve crescer em 4,9 por cento este ano --ligeiramente mais que a projeção anterior de 4,8 por cento--, 4,6 por cento em 2011 e 5,2 por cento em 2012 e 2013, impulsionado pelos mercados em desenvolvimento e por mídia digital, de acordo com a ZenithOptimedia.

Os mercados em desenvolvimento devem responder por 35,9 por cento do investimento publicitário total em 2013, ante os 31,5 por cento deste ano, e a China superará a Alemanha como terceiro maior mercado publicitário mundial, atrás dos Estados Unidos e Japão.

"Os EUA e os grandes mercados da Europa Ocidental (Alemanha, França, Itália e Reino Unido) devem crescer apenas de 7 a 9 por cento no período, prejudicados por preocupações quanto a dívida, desemprego e gastos governamentais," afirmou a ZenithOptimedia, que é parte do francês Publicis, terceiro maior grupo mundial de publicidade.

Os investimentos publicitários devem crescer no período em todas as mídias exceto jornais e revistas, que estão perdendo leitores para a Internet e cujas receitas publicitárias devem cair em 2 por cento até 2013.

Televisão, cinema e publicidade externa devem apresentar desempenho superior à média do mercado, ajudados por novas tecnologias como HDTV, 3D e telas digitais. Já a TV deve elevar sua fatia do investimento publicitário total em 41,8 por cento até 2013.

A Internet continuará a ser a mídia de crescimento mais rápido, com avanço projetado de 48 por cento no período.

A crescente popularidade dos vídeos e mídias sociais na Internet como plataformas publicitárias significa que a propaganda convencional na Internet deve crescer mais rápido que os anúncios vinculados a buscas pela primeira vez em anos.

As empresas estão, cada vez mais, se relacionando com consumidores via seus próprios websites ou mídias sociais como o Twitter, além de encorajar discussões em fóruns e blogs sem investir especificamente em publicidade.

(Por Georgina Prodhan)