Simpatizantes de líder do WikiLeaks promovem retaliação na Web

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010 18:43 BRST
 

Por Keith Weir

LONDRES (Reuters) - Simpatizantes do WikiLeaks aparentemente atacaram os sites do Ministério Público sueco e da MasterCard em retaliação às suas iniciativas contra Julian Assange, que tem divulgado despachos diplomáticos sigilosos dos Estados Unidos, causando constrangimento ao governo norte-americano e despertando sua ira.

O Ministério Público sueco informou ter denunciado o ataque online à polícia. A ordem de prisão de Assange, fundador do WikiLeaks, emitida pelo órgão por acusações de crimes sexuais, levou uma corte britânica a mantê-lo detido.

"Claro, é fácil pensar que há uma conexão com o WikiLeaks, mas não podemos confirmar isso", disse o editor de web do Ministério Público, Fredrik Berg, à Reuters Television.

Os simpatizantes de Assange também se voltaram contra o site corporativo da empresa de cartão de crédito MasterCard, numa aparente retaliação pelo fato de a companhia ter bloqueado as doações ao site WikiLeaks.

"Temos o prazer de lhes contar que www.mastercard.com/ caiu e está confirmado!", dizia uma mensagem no Twitter de um grupo autointitulado AnonOps, que afirma lutar contra a censura e o "copywrong".

Mark Stephens, o principal advogado de Assange em Londres, negou que o criador do WikiLeaks tenha ordenado os ataques.

A MasterCard disse que seus sistemas não foram comprometidos pelo que classificou como "um esforço concentrado de inundar nosso site corporativo com acesso lento".

"Estamos trabalhando para restabelecer níveis de serviços normais", disse a empresa em comunicado.   Continuação...