Ativistas favoráveis ao WikiLeaks miram contra site de pagamento

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010 13:58 BRST
 

Por William Maclean

LONDRES (Reuters) - Ativistas que estão atacando companhias consideradas inimigas do WikiLeaks tentaram bloquear o funcionamento do site da empresa de pagamento online Moneybookers nesta sexta-feira, mas negaram que estejam promovendo campanha para prejudicar a atividade econômica.

Alguns membros desses grupos que se comunicam por canais da Internet também defenderam ataques contra sites do governo da Holanda após a prisão em Haia, na quinta-feira, de um jovem de 16 anos suspeito de envolvimento nos ataques.

Uma série de instituições norte-americanas parou de fornecer serviços ao WikiLeaks depois que o site publicou milhares de relatórios diplomáticos secretos dos Estados Unidos que causaram tensão entre Washington e vários aliados.

O ataque contra a Moneybookers parece ter bloqueado o site por alguns minutos antes da página voltar ao ar nesta sexta-feira. Os ativistas prometeram continuar o ataque e citaram o site da Interpol como possível alvo.

"Se não entrarmos em pânico e crescermos, ninguém poderá nos parar", disse um participante de um canal de Internet usado para o que os ativistas chamam de "Operação Payback".

Em comunicado, a Moneybookers confirmou que seu site ficou indisponível por alguns minutos, mas que o serviço voltou a funcionar.

"À luz dos recentes eventos, reforçamos a segurança e aplicamos vigilância adicional. Apesar dos ataques, continuamos a fornecer nossos serviços 24 horas por dia, 7 dias por semana", afirmou a empresa.

Os ativistas, que coletivamente se chamam de Anonymous, divulgaram nota afirmando que não são hackers, mas sim "cidadãos comuns da Internet".   Continuação...