Toshiba vê lucros para LCD devido a boom dos smartphones

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010 09:23 BRST
 

Por Kentaro Hamada e Isabel Reynolds

TÓQUIO (Reuters) - A Toshiba pode registrar seu primeiro lucro anual líquido em quatro anos, no segmento de telas de cristal líquido (LCD), devido ao boom nas vendas de celulares inteligentes e computadores tablet, declarou o presidente-executivo da empresa em entrevista na quinta-feira.

Norio Sasaki também disse à Reuters que antecipava que a demanda por chips de memória flash NAND fosse mais forte no primeiro trimestre de 2011 do que no trimestre em curso. A memória NAND é usada em diversos produtos eletrônicos, entre os quais o iPhone da Apple.

"Se tudo correr bem, é possível que vejamos lucro bilionário este ano", disse Sasaki sobre a divisão de LCD, implicando lucro de pelo menos 10 bilhões de ienes (119 milhões de dólares), pelo sistema japonês de contagem, o que supera a projeção da empresa de que sairia do vermelho por pequena margem.

Sasaki, 61, egresso da área de engenharia, assumiu o comando da empresa 18 meses atrás. Prometeu que imporia foco mais claro ao amplo conglomerado e adotaria medidas duras de corte de custos em todas as áreas, das usinas nucleares aos eletrodomésticos.

O lucro da Toshiba no primeiro semestre foi o melhor da década, mas a empresa não alterou sua projeção anual. O lucro da concorrente Samsung Electronics caiu ante o recorde atingido em trimestre recente, e a empresa alertou sobre uma queda na demanda por LCD e chips.

Sasaki declarou que seria cauteloso com relação a grandes investimentos no instável setor de LCD. No começo da semana, a Toshiba negou a informação de que estaria planejando investir 100 bilhões de ienes em uma fábrica no Japão, principalmente para atender a Apple.

A reportagem que mencionava o plano acrescentava que a Apple investiria na fábrica.

"Nada está decidido quanto a novos investimentos, dada a instabilidade atual, ainda que exista demanda", disse Sasaki. "Os lucros subiriam rapidamente. Mas, quando deixassem de subir, seria preciso garantir que a empresa não volte a cair no vermelho."