Ativistas atacam sites do Zimbábue em apoio ao WikiLeaks

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010 19:56 BRST
 

LONDRES (Reuters) - Ativistas cibernéticos derrubaram websites do governo do Zimbábue depois que a mulher do presidente processou um jornal por publicar uma mensagem divulgada no WikiLeaks vinculando-a ao comércio ilegal de diamantes.

A mulher do presidente Robert Mugabe, Grace, pede 15 milhões de dólares por conta da publicação de detalhes de mensagens dos EUA reveladas no WikiLeaks, afirmando que ela ganhou "tremendos lucros" dos diamantes ilegais.

Os ativistas, atuando com o nome Anonymous, disseram em nota em seu site: "Estamos atacando Mugabe e seu regime do ZANU-PF (União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Nacional) que proibiram a imprensa livre e ameaçam processar qualquer um que publique o WikiLeaks."

O portal do governo do Zimbábue estava fora do ar na quinta-feira e o site do Ministério das Finanças exibia uma mensagem dizendo que estava em manutenção.

O Anonymous anteriormente tirou do ar os sites do Visa e do Mastercard, depois que as empresas restringiram pagamentos ao WikiLeaks.

O site WikiLeaks enfureceu os Estados Unidos e afetou as relações com alguns países ao publicar centenas de mensagens confidenciais de diplomatas norte-americanos. O site alega que tem em seu poder um total de 250 mil mensagens.

A próxima leva de revelações do WikiLeaks no começo do ano que vem deve ser sobre o Bank of America.

O fundador e editor-chefe do WikiLeaks, Julian Assange, está em prisão domiciliar sob fiança na Grã-Bretanha, preparando-se para se defender de um pedido de extradição da Suécia, onde autoridades querem interrogá-lo em relação a alegações de crimes sexuais.

(Reportagem de Georgina Prodhan)