Feira de eletrônica CES não traz grandes novidades este ano

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011 10:13 BRST
 

Por Gabriel Madway

SAN FRANCISCO, 3 de janeiro (Reuters) - Os cerca de 125 mil visitantes que devem passar na grande feira de tecnologia que se realiza esta semana em Las Vegas merecem ser desculpados caso acreditem que voltaram no tempo.

No passado vista como mais importante evento para exibir as inovações tecnológicas, a Consumer Electronics Show (CES) tem ficado à sombra de uma companhia que nunca participa, nos últimos anos --a Apple. A fabricante do iPad roubou as atenções usualmente reservadas à CES em 2007, ao revelar o iPhone em uma convenção rival. E este ano, o espectro de um novo iPad está à espreita.

Ainda assim, legiões de executivos, jornalistas e nerds farão sua peregrinação anual ao oásis cintilante no deserto de Nevada para observar as mesmas coisas que viram no ano passado: televisores e computadores tablets mais sofisticados.

"Quanto mais as coisas mudam, mais ficam iguais", disse Stephen Baker, analista da NPD. "Estamos em um mundo de avanços graduais e não monumentais, com progresso de alguns passinhos de cada vez."

No ano passado, uma série de leitores eletrônicos para livros e periódicos foi o maior destaque do evento. Protótipos de tablets mais elaborados foram exibidos, mas as empresas estavam esperando para ver como a Apple se sairia com o iPad, lançado semanas depois da CES do ano passado.

As imensas vendas do iPad inspiraram uma explosão de aparelhos concorrentes mas sem muitas novidades, na feira deste ano. O mercado de tablets deve disparar para mais de 150 milhões de unidades em 2011, e os analistas antecipam que empresas como Motorola, Lenovo e Toshiba, entre outras, usem a CES para demonstrar seus rivais para o iPad.

O veterano analista Roger Kay, da Endpoint Technologies, disse que a maioria das empresas temia investir verbas de pesquisa em um mercado não testado.

"As empresas tendem por natureza a ser cautelosas, e foram cautelosas este ano; estão gastando menos. Estão menos dispostas a arriscar do que era o caso em 2007. Mas existe um lado negativo nisso", disse.