Parceiro da Skype diz que seu serviço cumpre leis da China

terça-feira, 4 de janeiro de 2011 11:05 BRST
 

Por Sui-Lee Wee e Chris Buckley

PEQUIM, 4 de junho (Reuters) - O TOM Group, parceiro da Skype na China, informou que o serviço de telefonia via Web cumpre as leis chinesas, no momento em que uma campanha de repressão aos provedores ilegais de serviços de telefonia via Internet pode complicar as operações da Skype no país.

Os comentários do TOM Group, no qual o bilionário Li Ka-Shing, de Hong Kong, detém participação de 51 por cento, surgiram enquanto potenciais investidores na oferta pública inicial de um bilhão de dólares em ações que a Skype planeja para este ano se preocupavam com a possibilidade de que a proibição aos serviços de telefonia via Internet na China excluísse a empresa do maior mercado mundial de Internet.

"A operação da Skype na China atende às leis e regulamentos locais", disse uma porta-voz do TOM Group à Reuters na terça-feira. "No momento, continuamos operando normalmente, e a prestação de serviços continua normal."

O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação apelou em 10 de dezembro por medidas de repressão a "serviços ilegais de telefonia VoIP", e informou que estava recolhendo indícios para processos judiciais contra os responsáveis por esse tipo de atividade. Nenhuma empresa foi identificada.

Embora isso possa afetar serviços de VoIP (voz por protocolo de Internet) como Skype, UUCall e Heyyo! (esses dois últimos de capital fechado), analistas disseram que não estava claro quais empresas eram alvo das medidas ou com que severidade as autoridades imporiam quaisquer limites.

"Essas campanhas de repressão muitas vezes têm por foco pequenas empresas nacionais", disse Mark Natkin, diretor executivo da consultoria Marbridge, uma empresa sediada em Pequim que assessora empresas quanto aos setores chineses de telecomunicações e tecnologia da informação. "Não quer dizer que o céu esteja caindo."

"Não acredito que o Skype vá ser fechado, mas é difícil ter certeza", acrescentou.

As autoridades regulatórias chinesas não responderam a uma lista de perguntas sobre o anúncio que lhes foram enviadas, e seu porta-voz não respondeu a contatos sobre o assunto.