BT nega nova oferta de Internet que criaria Web de dois níveis

terça-feira, 4 de janeiro de 2011 13:08 BRST
 

Por Georgina Prodhan

LONDRES (Reuters) - Um novo serviço da operadora de telecomunicações britânica BT que permitiria a provedores de serviços de Internet pagar por transmissão de vídeo de qualidade superior não implicará criar uma Internet de dois níveis, afirmou a BT na terça-feira.

A BT estava respondendo a preocupações mencionadas em um artigo do jornal Financial Times, no sentido de que sua nova oferta de atacado representava violação do princípio da "neutralidade de rede", segundo o qual toda forma de tráfego de Internet deve ser tratada igualmente.

Permitir que poderosos provedores de conteúdo paguem por serviços de transmissão avançados poderia colocar rivais menores em desvantagem competitiva ante concorrentes como o Google, controlador do YouTube, ou a BBC e seu serviço televisivo online iPlayer.

O Financial Times afirmou que o Content Connect da BT permitiria que esses provedores criassem uma Internet de dois níveis.

Mas a BT rebateu: "Ao contrário do que afirmam recentes reportagens..., o serviço BT Content Connect não vai criar uma Internet em dois níveis, mas simplesmente oferecer aos provedores de serviços a opção de diferenciar suas ofertas de banda larga por meio de sistemas mais capacitados de transmissão de conteúdo."

"A BT apoia o conceito de neutralidade da rede mas acredita que os provedores de serviços também devem ter liberdade para fechar acordos comerciais, caso os proprietários de conteúdo desejem maior qualidade ou garantia de transmissão", afirmou a empresa em comunicado.

A BT afirma que o Content Connect --que está sendo testado por sua divisão de varejo e em breve será oferecido a clientes externos de atacado- propicia melhor qualidade de serviço ao armazenar conteúdo que requer muita banda, a exemplo dos vídeos, em servidores mais próximos aos usuários finais.

Na página de seu site que anuncia o serviço, a empresa argumenta que o Content Connect permite que provedores de acesso à Internet faturem mais com serviços de vídeo, e também propiciem uma melhor experiência de conteúdo aos consumidores.