Fabricantes de TVs de olho no futuro atiram para todos os lados

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011 13:19 BRST
 

Por Isabel Reynolds

LAS VEGAS, Estados Unidos (Reuters) - Os fabricantes de produtos eletrônicos estão cobrindo todas as bases em sua corrida desenfreada rumo ao mercado de televisores "inteligentes", na tentativa de descobrir o que os consumidores querem nas salas de suas casas.

Dos gigantes do setor, Samsung, Sony, LG, Panasonic, a empresas iniciantes como a Vizio, fabricantes de bens tecnológicos se esforçaram para oferecer as mais recentes versões de seus televisores conectáveis durante a feira Consumer Electronics Show (CES), em Las Vegas.

O uso final mais aparente pode ser uma maneira simples de ganhar acesso a esportes, filmes e conteúdo de televisão padronizado, sem a necessidade de cabos, satélite ou dos consoles de videogames a que muitos domicílios nos Estados Unidos recorrem agora para assistir a vídeos em formato stream.

"Estamos fazendo TV pela Net há mais de dois anos, especialmente no mercado norte-americano", disse Masaaki Osumi, diretor da divisão de TV da Toshiba. "Ela substituiu o tipo de coisas que as pessoas costumavam alugar em vídeo e não serve tanto para acompanhar preços de ações ou realizar buscas. O uso é parecido com aquele que as pessoas sempre deram aos televisores", disse.

É por isso que Sony e Samsung anunciaram acordos de conteúdo com a Warner Cable na CES, na semana passada, e a Samsung fez o mesmo com a maior operadora de cabos dos Estados Unidos, a Comcast.

Essas conexões estão sendo estimuladas pela necessidade das operadoras de cabos de proteger sua base de clientes contra a crescente ameaça da Web, na qual muitos telespectadores assistem a programas gratuitamente.

Para além do conteúdo convencional de TV, o futuro é menos claro. Jogos, música, compras, redes sociais, galerias de foto e aplicativos de saúde e exercícios físicos foram apenas alguns dos inúmeros usos propostos por fabricantes de televisores na CES.

"O que os fabricantes estão compreendendo é que não existe maneira de prever qual será o próximo fenômeno, e portanto o melhor é abrir espaço para colaboração com terceiros", disse Kurt Scherf, analista principal da Parks Associates.   Continuação...