Nokia e Microsoft se unem na guerra dos celulares inteligentes

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011 10:44 BRST
 

Por Tarmo Virki

LONDRES (Reuters) - Nokia e Microsoft se uniram nesta sexta-feira para criar um rival para o iPhone, em uma tentativa desesperada de encarar Google e Apple no mercado de celulares inteligentes.

Em uma reviravolta estratégica, a Nokia anunciou que usará o sistema Windows Phone 7 da Microsoft como plataforma de software para seus celulares inteligentes, mudança que representa o ponto principal do esforço de seu presidente-executivo, Stephen Elop, para restaurar o terreno perdido pela maior fabricante mundial de celulares. "Agora a corrida tem três cavalos", afirmou Elop.

Os investidores não se deixaram convencer pela estratégia de Elop e as ações da Nokia caíram em mais de 11 por cento como reação do mercado à informação de que 2011 e 2012 serão "anos de transição" e de estabelecimento da parceria.

O acordo terá impacto negativo sobre as margens da Nokia em curto prazo, disseram os analistas. A Nokia informou que sua margem operacional será de "10 por cento ou mais" depois do período de transição.

"Eles anunciaram uma grande união com a Microsoft, mas ao mesmo tempo não reduziram seus gastos com pesquisa e desenvolvimento. Já que as pessoas que encaravam as ações da empresa de modo positivo antecipavam margens da ordem de 15 por cento ou mais para os aparelhos em 2012, podemos ver alguns cortes nas estimativas", disse Richard Windsor, estrategista mundial de tecnologia da Nomura.

A parceria representa um grande avanço para a Microsoft, que vem há anos batalhando para se estabelecer no mercado de comunicação sem fio.

A plataforma Windows Phone, que tinha 2 por cento do mercado no trimestre passado, é reconhecida pelos especialistas do setor como uma tecnologia avançada, mas não conquistou sucesso entre os consumidores.

A decisão de formar uma aliança com a Nokia pode levar outros fabricantes de celulares a optarem por não usar o software, mas os analistas afirmaram que, de modo geral, foi a Microsoft que saiu mais beneficiada do acordo.   Continuação...