Samsung chega antes que a Apple ao segundo tablet

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011 10:55 BRST
 

BARCELONA, Espanha, 14 de fevereiro (Reuters) - A Samsung lançou um segundo tablet no domingo, com tela maior e poder de processamento superior ao do Galaxy Tab original, visto como único rival verdadeiro do Apple iPad.

O Galaxy Tab 10.1 deve servir como central multimídia para os adeptos dos videogames, livros eletrônicos e mídia social, com uma tela de 10,1 polegadas (25,7 centímetros), alto-falantes duplos com surround sound e um par de câmeras, frontal e traseira.

O tablet, que conta com dois processadores básicos a fim de atender melhor às necessidades de mídia, se baseia na mais recente plataforma Google Android, a Honeycomb, otimizada para tablets.

Será vendido pela Vodafone em mais de 20 países, antes que seja liberado para outras operadoras de telefonia móvel.

A Samsung, segunda maior fabricante mundial de celulares, atrás da Nokia, também lançou um novo celular inteligente de topo de linha, o ultrafino Galaxy S II, que priorizará redes sociais, leitura, jogos e música.

A gigante sul-coreana da eletrônica Samsung, cuja divisão de telecomunicações respondeu por cerca de metade do lucro da empresa no trimestre passado, vendeu cerca de 10 milhões de celulares inteligentes Galaxy S desde o lançamento do modelo, em junho de 2010, bem como dois milhões de tablets Galaxy.

Mas ainda tem muito terreno a recuperar diante da Apple, que vendeu sete milhões de iPads e 16,2 milhões de iPhones no último trimestre; no entanto, diante da Nokia, que acaba de anunciar uma parceria estratégica importante com a Microsoft , o grupo sul-coreano está avançando.

"Se eu fosse (o presidente-executivo) Stephen Elop, no comando da Nokia, estaria observando o avanço da Samsung e me sentindo extremamente nervoso," disse Ben Wood, principal analista do grupo de pesquisa de telecomunicações CCS Insight.

A Samsung também anunciou nova linha de serviços empresariais compatíveis com os dois novos aparelhos, para resolver algumas das preocupações de segurança que impediram os celulares Android de se tornarem desafiantes sérios do BlackBerry, produzido pela Research in Motion.

(Reportagem de Georgina Prodhan)