17 de Fevereiro de 2011 / às 17:47 / 7 anos atrás

Intel diz que encontrará novos parceiros para o MeeGo

<p>Paul Otellini, presidente-executivo da Intel, afirmou que a Nokia teria sucesso no mercado de smartphones se tivesse optado pelo MeeGo. 05/01/2011Rick Wilking</p>

Por Paul Sandle

LONDRES (Reuters) - A Intel afirma que sua parceira Nokia desistiu do sistema operacional MeeGo, desenvolvido em conjunto pelas duas empresas, depois que a Microsoft ofereceu quantidades "incríveis" de dinheiro para a fabricante de celulares mudar os sistemas de seus smartphones para o Windows. Apesar disso, a produtora de chips afirmou que encontrará novos parceiros para o MeeGo.

O presidente-executivo da Intel, Paul Otellini, disse em uma reunião com analistas em Londres que a opção da Nokia pelo sistema da Microsoft, em vez da plataforma Android, do Google, foi uma decisão financeira.

Otellini disse que o presidente da Nokia, Stephen Elop, recebeu "ofertas incríveis de dinheiro" do Google e da Microsoft para trocar de plataforma.

"Eu não teria tomado a decisão que ele tomou. Eu provavelmente teria ido atrás do Android, se fosse ele", disse Otellini. "Mas o MeeGo teria sido a melhor estratégia, mas ele concluiu que não poderia bancá-lo", disse.

Representantes da Microsoft não estavam imediatamente disponíveis para comentar o assunto.

O presidente-executivo do Google, Eric Schmidt, afirmou na feira Mobile World Congress, em Barcelona, na quarta-feira, que havia tentado por muito tempo fazer negócios com a Nokia.

Otellini disse que a Nokia encontrará dificuldades em se diferenciar no mercado usando a plataforma do Windows: "Seria menos difícil com o Android, já com o MeeGo, a Nokia teria sucesso", afirmou.

"Nós encontraremos outro parceiro. As operadoras ainda querem um terceiro sistema operacional, que seja aberto, e é isso que nos motiva", disse.

O MeeGo foi criado no ano passado por meio da união das plataformas baseadas em Linux da Nokia, Maemo, e da Intel, Moblin.

AMEAÇA DOS TABLETS?

Ottelini também minimizou a ameaça dos computadores tablets ao mercado de PCs. "Vamos fugir dessa (avaliação de que) 'o PC está morto e os tablets vão ficar com nosso almoço e que não há crescimento no mercado de PCs", disse o executivo.

Ele afirmou que 2010 foi um dos anos mais fortes em vendas de PCs, com um aumento de 17 por cento. O executivo comentou ainda que prevê crescimento de dois dígitos novamente este ano, puxado por vendas de notebooks em mercados emergentes.

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