18 de Fevereiro de 2011 / às 16:42 / 7 anos atrás

Dados demais e dinheiro de menos para grupos de telefonia móvel

Por Nicola Leske

BARCELONA (Reuters) - As operadoras de telecomunicações mal conseguem conter seu entusiasmo sobre a disparada no uso de dados por aparelhos móveis, mas ao mesmo tempo ainda estão tentando descobrir como ganhar dinheiro com isso.

As operadoras enfrentam dificuldades para gerir sua capacidade e preços de modo a que os poucos usuários mais pesados não congestionem as redes e neguem aos consumidores médios velocidade e acesso confiáveis, e contas previsíveis.

Ao mesmo tempo, elas não querem se ver relegadas ao papel de "encanamento" ou arcar sozinhas com o custo do investimento em redes, enquanto fornecedores de serviços e aplicações, como o Google e a Apple, colhem os benefícios.

"A questão realmente importante para todos é descobrir o modelo de negócios certo", disse o especialista em telecomunicações da Ernst & Young, Holger Forst, durante o Mobile World Congress, o maior evento mundial da telefonia móvel.

Embora ninguém se queixe do uso mais pesado de dados, a falta de claridade quanto ao investimento nas redes e plataformas necessárias a transformar esse crescimento em lucro está assustando os investidores.

"A incerteza é grande, e a comunidade de investimento está completamente petrificada quanto ao setor... Não entende de que maneira deve incorporar o crescimento às suas avaliações de preços", disse o presidente-executivo da Vimpelcom, Alexander Izosimov.

Recente estudo da Cisco previu que o tráfego de dados em redes móveis crescerá em 26 vezes até 2015. E as receitas das operadoras de telefonia móvel, especialmente nos mercados desenvolvidos, mal estão crescendo.

Mas as operadoras ainda não definiriam seus passos futuros.

"É difícil superestimar o impacto dos dados em redes móveis", disse o presidente-executivo do Vodafone Group, Vittorio Colao, reconhecendo que "o desafio é desenvolver o modelo que torne o negócio lucrativo".

A operadora de telefonia móvel britânica está dando aos serviços de dados posição central em sua reestruturação estratégica.

Reportagem adicional de Georgina Prodhan e Leila Abboud

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