18 de Fevereiro de 2011 / às 18:49 / 7 anos atrás

Reguladores nos EUA e na Europa monitoram serviço da Apple

NOVA YORK (Reuters) - Órgãos reguladores dos Estados Unidos e da Europa estão monitorando os planos da Apple para o novo serviço de assinaturas por meio de sua loja de aplicativos. A Apple pretende arrecadar parte da receita gerada pelo serviço de assinaturas, o que gerou controvérsia após o lançamento do serviço.

Alguns desenvolvedores de aplicativos então insatisfeitos com o plano da Apple de ficar com 30 por cento de toda a receita das assinaturas online.

Empresas que vendem assinaturas de serviços de músicas como a Rhapsody e a Rdio descreveram a política da Apple como "insustentável economicamente" para seus negócios.

Outras companhias da mídia que podem ser afetadas incluem editoras de revistas e jornais, que esperam revigorar suas vendas, atualmente em baixa, com a oferta das publicações por assinaturas para tablets como o iPad.

O Departamento de Justiça dos EUA está nos estágios iniciais de uma investigação, de acordo com uma fonte com conhecimento do assunto. Atualmente, provedores de conteúdo e a Apple estão sendo consultados.

Na Europa, um porta-voz da Comissão Europeia afirmou: "Estamos monitorando cuidadosamente o mercado". Mas uma investigação oficial parece improvável, já que comissários veem um aumento na concorrência do setor.

O Comissário europeu Andris Pieblags --em comentários ao Parlamento Europeu sobre o assunto-- disse que o monitoramento é necessário, "já que a Apple detém uma posição dominante do mercado".

"As fronteiras de um mercado tão relevante ainda não estão claras, como o setor ainda é relativamente novo e está em evolução", disse.

A Apple afirmou na terça-feira que provedores de conteúdo podem definir o preço e a duração das assinaturas. Eles também podem oferecê-las pelos seus próprios sites, mas será necessário oferecer as mesmas condições em vigor na loja da Apple.

Aparentemente em resposta aos planos da Apple, o Google lançou na quarta-feira um novo serviço de assinaturas, o One Pass, para seu sistema operacional Android. A empresa prometeu ficar com somente 10 por cento da receita das assinaturas.

Não é a primeira vez que a Apple é investigada por órgãos reguladores por seu papel na indústria da música. Ela domina quase 70 por cento do mercado de vendas de música digital. Em maio, o Departamento de Justiça dos EUA conversou com empresas da Internet e gravadoras para decidir se a Apple estava impondo abusos com sua posição dominante.

Reportagem por Yinka Adegoke

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