Ligações em celulares podem alterar atividade cerebral--estudo

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011 13:12 BRT
 

Por Julie Steenhuysen

CHICAGO (Reuters) - Passar 50 minutos com o celular colado ao ouvido pode ser suficiente para alterar a atividade das células na porção do cérebro que fica mais próxima da antena do aparelho.

Não se sabe, no entanto, se a prática causa danos, segundo cientistas norte-americanos do National Institutes of Health, cujo estudo não esclarece dúvidas recorrentes quanto a um possível vínculo entre celulares e câncer de cérebro.

"O que demonstramos é que o metabolismo da glicose (um sinal de atividade cerebral) se intensifica no cérebro de pessoas expostas a celulares, na área mais próxima à antena," disse Nora Volkow, do NIH, que teve o estudo publicado pelo Journal of the American Medical Association.

O estudo tinha por objetivo examinar de que maneira o cérebro reage ao campo eletromagnético gerado por sinais de telefonia sem fio.

Volkow disse ter sido surpreendida pelo fato da baixa radiação eletromagnética dos celulares afetar a atividade cerebral, mas disse que as constatações do estudo não oferecem indicações de que celulares causam ou não câncer.

"O estudo nada indica quanto a isso. O que faz é demonstrar que o cérebro humano é sensível à radiação eletromagnética gerada pela exposição a celulares," disse.

O uso de celulares explodiu desde a metade dos anos 80, e hoje existem mais de 5 bilhões de aparelhos no mundo.

Alguns estudos vinculam exposição a celulares e maior risco de câncer de cérebro, mas um grande estudo conduzido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) teve resultados inconclusivos.   Continuação...