SAP pode responder a nova acusação criminal de procuradora

quinta-feira, 3 de março de 2011 18:01 BRT
 

Por Dan Levine

SAN FRANCISCO (Reuters) - A SAP foi condenada a pagar 1,3 bilhão de dólares para a Oracle por roubo de arquivos, na polêmica que envolveu a maior cifra no Vale do Silício-- e a maior procuradora de San Francisco pode aumentar ainda mais esse valor.

A procuradora norte-americana Melinda Haag, recém instalada em San Francisco, está analisando pessoalmente uma investigação de violação de copyright, independente do caso do qual a Oracle saiu vitoriosa no ano passado, afirmou um advogado a par do assunto.

Acusações contra a SAP foram trazidas a público desde o processo feito pela Oracle em 2007, que afirmava que uma subsidiária da SAP baixou, equivocadamente, milhões de arquivos da Oracle.

A SAP está tentando reduzir a pena, mas prometeu cumprir todas as obrigações atribuídas a ela. Se procuradores federais iniciarem outro caso contra a companhia ou indivíduos relacionados a ela, eles precisariam provar que a empresa descumpriu as regras, algo não provado pela Oracle, afirmou o professor da Faculdade de Direito da Universidade de Santa Clara, Eric Goldman.

A decisão de investigar o caso se relaciona com a tentativa de Haag de fazer do norte da Califórnia um centro de execução de processos corporativos que rivalize com Nova York.

Haag não confirmou nem negou nenhuma investigação criminal envolvendo a SAP. Os portas-voz da SAP e da Oracle se recusaram a comentar.

Com seu setor financeiro robusto, gigantes da tecnologia e start-ups de biotecnologia, o norte da Califórnia é visto há muito tempo como um local natural para abrigar procuradores de crimes corporativos.

Mas quando o FBI, recentemente, exigiu acesso a informações de empresas do Vale do Silício, com o fim de capturar defensores do insider trading, procuradores federais de San Francisco aceitaram fianças e deram depoimentos pouco úteis em tribunais, antes que os casos fossem enviados de volta para o leste, onde há batalhas legais mais abundantes.