Estudo identifica tendência que liga TV a mídias sociais

quarta-feira, 9 de março de 2011 14:52 BRT
 

Por Paul Casciato

LONDRES (Reuters) - Os jovens britânicos adotaram uma nova tendência que conecta TV a mídias sociais e que pode ter amplas consequências para as indústrias da televisão e publicidade, afirma uma pesquisa divulgada no Reino Unido.

A agência de marketing Digital Clarity publicou uma pesquisa feita com 1,3 mil usuários britânicos de Internet móvel com idade inferior a 25 anos, cujos resultados demonstram que a maioria deles usa seus celulares para comentar com amigos sobre os programas de TV que estão assistindo.

A tendência de TV social exposta pelo estudo pode mudar o cenário para as emissoras de televisão e anunciantes que buscam a atenção dos telespectadores jovens, afirma a Digital Clarity.

Oito em cada 10 entrevistados disseram usar Twitter, Facebook ou outras redes sociais em seus aparelhos móveis para comentar ativamente sobre programas de TV e conversar com amigos enquanto assistem a eles.

"Até 12 meses atrás, a TV estava enfrentando dificuldades para atingir o mercado mais jovem, devido à disponibilidade cada vez maior de canais de comunicação", disse Reggie James, fundador da Digital Clarity. "A TV social muda o panorama completamente ao fazer dos programas eventos online que precisam ser assistidos de imediato."

A importância da TV social não escapa à atenção das redes de televisão, que encontraram nessa tendência um novo mercado e um novo atrativo para anunciantes, afirmou a Digital Clarity.

Um estudo conduzido pela Nielsen e Yahoo nos Estados Unidos em 2010 constatou que a tendência já estava bem estabelecida na metade oeste do Atlântico, com mais de 86 por cento dos usuários de Internet móvel optando por se comunicarem uns com os outros em tempo real durante as transmissões, de acordo com a Digital Clarity.

No mês passado, o canal HBO reprisou nos EUA o filme "Private Parts" ("O Rei da Baixaria"), de Howard Stern, enquanto Stern comentava ao vivo via mídia social, o que resultou em índices de audiência muito superiores aos que seria de esperar para uma produção realizada 14 anos atrás.

Agora, essa prática se tornou comum também no Reino Unido. "A audiência quer participar da conversa", disse James. "Cabe às companhias de TV explorar esse imenso e lucrativo mercado."