Hynix não vê impacto imediato do terremoto no Japão

quarta-feira, 30 de março de 2011 15:02 BRT
 

ICHEON, Coreia do Sul (Reuters) - A Hynix Semiconductor, segunda maior fabricante mundial de chips de memória, declarou na quarta-feira que não esperava muito impacto imediato do devastador terremoto japonês sobre a oferta de insumos para produção de chips, mas alertou que uma crise prolongada poderia atingir seus principais clientes.

"Temos amplo estoque de bolachas de silício e não haverá impacto imediato (do terremoto), porque os fornecedores não japoneses dispõem de capacidade adicional para elevar a produção", disse O. C. Kwon, presidente-executivo da Hynix, a jornalistas.

"Caso a crise se prolongue por mais de um ou dois meses, no entanto, pode afetar os estoques de nossos clientes como fabricantes de computadores, tablets e celulares inteligentes, porque eles também dependem pesadamente do Japão para seus componentes", disse.

O terremoto e tsunami que varreram o Japão em 11 de março paralisaram a produção de bolachas de silício em grandes empresas japonesas como a Shin-Etsu Chemical, maior fabricante mundial de substrato de silício.

Kwon disse que a Hynix contava com cerca de 45 dias de estoque de bolachas de silício e que empresas japonesas de matérias-primas atingidas pelo terremoto haviam garantido que não haveria perturbações sérias no suprimento do produto.

Os analistas dizem que a Shin-Etsu e a Sumco respondem por mais de 60 por cento das necessidades de bolachas de silício da Hynix, com o restante fornecido pela LG Siltron e pela alemã Siltronic.

Perturbações na produção e entrega de componentes continuam a prejudicar o setor mundial de tecnologia, passadas mais de duas semanas do abalo.

A finlandesa Elcoteq, que monta celulares e decodificadores televisivos para grandes marcas mundiais, alertou na terça-feira que enfrentava riscos de volume e lucratividade em curto e médio prazo devido ao desastre no Japão.

O Japão respondeu por 14 por cento da produção mundial de computadores, bens eletrônicos de consumo e aparelhos de comunicação no ano passado, de acordo com a IHS iSuppli.

(Reportagem de Miyoung Kim)