CORREÇÃO-Membro da FCC não gosta da oferta da AT&T pela T-Mobile

sexta-feira, 1 de abril de 2011 16:16 BRT
 

(Corrige no segundo parágrafo para bilhões no lugar de milhões)

WASHINGTON (Reuters) - A fusão gigante entre a AT&T e a T-Mobile no setor de telefonia móvel será difícil de aprovar, disse o principal membro democrata na Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC), em entrevista à rede pública de TV C-SPAN na quinta-feira.

Michael Copps, comissário da FCC, afirmou que a oferta de 39 bilhões de dólares apresentada pela AT&T para a aquisição da T-Mobile USA, subsidiária da Deutsche Telekom, "pode ter aprovação ainda mais complicada" que a da fusão entre Comcast e NBCU, para a qual seu voto foi negativo.

Ainda assim, Jim Cicconi, vice-presidente de assuntos públicos da AT&T e responsável pelo esforço de lobby em favor da fusão, disse a repórteres esta semana que estava otimista quanto à aprovação da proposta.

O acordo concentraria 80 por cento dos assinantes norte-americanos de telefonia móvel em apenas duas operadoras -a AT&T/T-Mobile e a Verizon Wireless, joint-venture entre a Verizon Communications e o Vodafone Group.

Copps disse estar preocupado com o poder e influência que a companhia formada pela fusão poderia exercer, já que as duas operadoras remanescentes virtualmente controlariam a telefonia móvel dos Estados Unidos.

A fusão requer aprovação da FCC e do Departamento da Justiça.

O acordo parece estar distraindo a atenção da FCC quanto a outras questões, disse Copps na entrevista, que será transmitida no sábado. "Isso afeta boa parte do que estamos fazendo." Ele afirmou que a "transação causaria mudança de paradigmas" e poderia afetar os leilões de incentivos para remunerar as redes de TV aberta pela cessão de algumas de suas frequências de transmissão às operadoras de comunicação sem fio.

Copps afirmou que para a AT&T conseguir a aprovação pela maioria do conselho da FCC, as condições teriam de incluir vendas de ativos decididas mercado a mercado, e um requerimento de que a abertura da Internet seja preservada.   Continuação...