Forte demanda faz Nikon abrir 1a filial sul-americana no Brasil

quarta-feira, 27 de abril de 2011 12:36 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A fabricante de câmeras digitais Nikon anunciou nesta quarta-feira a inauguração de sua subsidiária no Brasil, com investimento de 10 milhões de dólares. A abertura marca a primeira unidade da empresa japonesa na América do Sul.

Atualmente, a Nikon possui participação de 1 por cento no mercado brasileiro de câmeras compactas e de 17 por cento no segmento mais sofisticado, formado por modelos DSLR, ou biflex, afirmou o gerente geral de marketing e vendas da Nikon do Brasil, Joel Garbi, citando dados da empresa de pesquisas GFK.

Dentro de 2 a 3 anos, a empresa espera ampliar sua fatia para 15 por cento no mercado dos modelos compactos e para 40 por cento nas câmeras DSLR.

A Canon, concorrente da Nikon e maior fabricante de câmeras digitais do mundo, já está no Brasil desde 1974. Explicando o atraso da entrada da Nikon no país, Garbi afirmou que "como a demanda estava sendo atendida pelos distribuidores locais, a Nikon estava satisfeita com o resultado. Mas agora a demanda está crescendo muito, e há uma base de clientes muito fiel à marca, então vimos que era hora de vir para cá".

Segundo a Nikon, o mercado brasileiro consome cerca de 7 milhões de câmeras por ano e a expectativa da companhia é de ter vendas de 100 milhões de reais em câmeras no primeiro ano fiscal.

A companhia pretende vender sua linha completa de produtos no Brasil e ter até 2 mil pontos de venda em dois anos, incluindo magazines, lojas especializadas e comércio online. Até então, a Nikon atuava no país somente por meio de representantes.

A subsidiária dará início a atividades de importação, vendas e serviços de assistência pós-vendas para seus produtos no país. Segundo Garbi, a produção local ainda está sendo estudada.

O presidente da Nikon do Brasil, Koji Maeda, afirmou que entrada da empresa no Brasil neste momento também visa aproveitar eventos esportivos como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

(Por Priscila Jordão)