HTC deve atingir novo recorde de vendas de smartphones no 2o tri

sexta-feira, 29 de abril de 2011 12:49 BRT
 

TAIPEI (Reuters) - A HTC, quinta maior fabricante mundial de smartphones, prevê que sua receita seja recorde no segundo trimestre, após atingir níveis históricos nos três primeiros meses do ano, apoiada na forte demanda no crescente mercado de celulares inteligentes.

A empresa informou nesta sexta-feira que estima receita de 120 bilhões de dólares taiuaneses (4,18 bilhões de dólares) para o segundo trimestre, o dobro do volume obtido no mesmo período em 2010. No primeiro trimestre deste ano, a receita da companhia atingiu o recorde de 104,16 bilhões de dólares taiuaneses.

"As pessoas estavam preocupadas porque as ações da HTC apresentaram alta excessiva e rápida demais, mas mantiveram suas posições porque é raro que uma empresa seja capaz de apresentar projeções tão sólidas hoje em dia," disse Arthur Hsieh, analista do HSBC.

A companhia vem registrando sucesso com modelos acionados pelo sistema operacional Android, do Google, enquanto disputa uma posição no mercado dominado pelo iPhone, da Apple.

O HTC Desire vem apresentando bom desempenho de vendas desde o ano passado, e investidores apostam que novos modelos como o Thunderbolt e o Incredible S reforçarão o sucesso entre os consumidores dos Estados Unidos e da Europa.

O mercado de smartphones deve crescer 58 por cento este ano e 35 por cento no próximo, segundo o grupo de pesquisa Gartner.

A capitalização de mercado da HTC já superou a da Nokia, que está demitindo funcionários como parte de seu esforço para se manter competitiva em um mercado que dominava no passado.

O grupo de pesquisa IDC informou na sexta-feira que o mercado global de celulares cresceu 20 por cento no primeiro trimestre, com a ajuda dos fortes ganhos de fabricantes menores, enquanto as três maiores empresas --Nokia, Samsung Electronics e LG Electronics-- perderam participação.

A HTC informou que seu volume de vendas deve dobrar para entre 11 milhões e 11,5 milhões de unidades, ante 9,7 milhões no primeiro trimestre.

(Por Clare Jim e Argin Chang)