Sony Ericsson precisa de força da Sony na guerra do Android

quarta-feira, 25 de maio de 2011 09:59 BRT
 

Por Simon Johnson e Tarmo Virki

ESTOCOLMO/HELSINQUE (Reuters) - A Sony precisa afirmar seu controle sobre a Sony Ericsson caso deseje que a joint-venture de celulares recupere mercado e relevância no mundo dos aparelhos móveis, onde a concorrência é mortífera.

No ano passado, a joint-venture criada 10 anos atrás adotou a ambiciosa meta de capturar o mercado para a plataforma Google Android, o software mais popular do mundo para celulares inteligentes, a fim de conquistar retorno favorável em um mercado lucrativo e de rápido crescimento.

Mas para atingir essa meta, a Sony Ericsson precisa de um proprietário dinâmico, com fortes recursos de investimento e ativos multimídia. A marca está perdendo prestígio em comparação com a Apple, cujos iPhones e iPads conquistaram a admiração dos compradores.

Se a Sony assumir controle pleno da joint-venture com a sueca Ericsson poderá reforçar sua linha mais ampla de produtos, que incluem conteúdo, aparelhos de videogame, bens de consumo eletrônicos e até mesmo computadores tablet, mas ainda não oferece celulares inteligentes com a marca da empresa.

"A Sony não pareceu inclinada a esse tipo de ação até o momento, mas agora essa questão da linha completa está atraindo muita atenção, e a Sony pode estar considerando a Apple como exemplo e imaginando que precisa apresentar oferta semelhante", disse Carolina Milanesi, analista do Gartner Group.

A joint-venture igualitária entre Sony e Ericsson, formada em 2001, prosperou inicialmente com os celulares musicais Walkman e os celulares fotográficos Cybershot, ambos os quais aproveitavam outras marcas da Sony.

Mas a aliança terminou perdendo para rivais mais enxutas nos modelos mais baratos e sua fatia do mercado total de celulares caiu a apenas 3 por cento, ante 9 por cento em seu período de pico.

Agora a Sony Ericsson deposita suas esperanças em mudar o foco para celulares inteligentes, a parte do mercado de telefones móveis que cresce mais rápido, especialmente os aparelhos acionados pelo Android.   Continuação...