Pesquisa desenvolve robôs que aprendem a "falar"

segunda-feira, 30 de maio de 2011 14:26 BRT
 

Por Amy Pyett

SYDNEY (Reuters) - Eles ainda não estão discutindo as mais recentes fofocas sobre celebridades ou repassando dicas sobre investimentos, mas robôs australianos começaram a falar uns com os outros, e em uma linguagem que eles mesmos desenvolveram.

Os dois "Lingodroids" criados pela Universidade de Queensland desenvolveram sua linguagem compartilhada ao participarem de jogos de localização que os levaram a construir um vocabulário compartilhado para designar lugares, distâncias e direções.

"No seu estado atual, eles podem falar apenas sobre conceitos espaciais, o que acredito seja bastante interessante como ponto de partida", disse Ruth Schulz, diretora do projeto.

"Mas o mais importante é que eles estão formando sozinhos esses conceitos, estão começando realmente a compreender o que as palavras significam, e todo o trabalho foi realizado pelos robôs mesmos", afirmou.

Schulz descreve os robôs como "basicamente laptops sobre rodas", mas ambos contam com sonares, câmeras, um medidor laser de distâncias, microfones e alto-falantes, o que permite que conversem enquanto se movem e mapeiam seu ambiente em uma série de jogos de localização.

Os robôs circulam, com um ruído discreto de rodas, por um ambiente de escritório com características de labirinto, contornando obstáculos como mesas e cadeiras e apitando quando estão a uma distância que permita que se comuniquem.

Na comunicação por meio de apitos, os robôs utilizam uma tabela léxica interna que associa suas experiências, o local em que acreditam estar posicionados no mapa geral do escritório e os nomes de lugares que eles já conhecem.

Quando um robô localiza uma área sem nome, gera uma palavra que a designe, aleatoriamente. Quando os robôs conversam, trocam informações sobre as áreas que descobriram, e lentamente constroem um vocabulário comum.   Continuação...

 
Robôs "Lingodroids" conversam um com o outro no campus da Universidade de Queensland, em Brisbane, Austrália. 30/05/2011 REUTERS/Universidade de Queensland/Divulgação