8 de Junho de 2011 / às 13:44 / em 6 anos

Nintendo Wii U não impressiona investidores e ações desabam

Usuária demonstra console Nintendo Wii U durante a Electronic Entertainment Expo, em Los Angeles. O lançamento da nova geração de consoles da Nintendo não serviu para responder às preocupações dos investidores de que a empresa está perdendo terreno em meio à transição do mercado para as redes sociais, o que levou suas ações a cair para a marca mais baixa em cinco anos.

Por Liana B. Baker e Isabel Reynolds

LOS ANGELES (Reuters) - O lançamento da nova geração de consoles da Nintendo não serviu para responder às preocupações dos investidores de que a empresa está perdendo terreno em meio à transição do mercado para as redes sociais, o que levou suas ações a cair para a marca mais baixa em cinco anos.

O Wii U, que vem com um controlador acionado por tela sensível a toque, tem por objetivo reconquistar os jogadores mais dedicados de videogames que optaram por produtos rivais como o Microsoft Xbox, e conquistou elogios dos críticos do setor no lançamento, na terça-feira durante a feira de videogames E3.

Mas as ações da Nintendo fecharam em baixa de 5,7 por cento nesta quarta-feira, caindo a marcas não vistas desde antes do lançamento do Wii original, no final de 2006.

Investidores afirmam que estão preocupados com a Nintendo focada demais em hardware, enquanto o mercado se torna cada vez mais um campo de batalha de software, com títulos jogados pela Internet em redes que reúnem milhões de jogadores.

“Ainda que alguns especialistas pareçam ter gostado do novo aparelho, minha expectativa era de que a Nintendo fizesse mais para entrar no mercado de redes sociais”, disse Mitsuo Shimasi, subgerente geral da Cosmo Securities, em Tóquio.

“É um alerta dos investidores de que a empresa deveria reconsiderar sua estratégia de negócios e avançar de forma mais agressiva nas operações de jogos sociais”, disse.

Satory Iwata, presidente da Nintendo, minimizou as críticas sobre uma possível falta de ênfase do novo console em capacidades de rede, e disse que os jogos de sucesso de sua empresa sempre foram sociais.

“Não é que sejamos negativos sobre as redes, mas se ignorarmos os consumidores que não conectam seus consoles à Internet, isso contraria nossa estratégia para a expansão do mercado de videogames”, declarou o executivo em uma mesa redonda. “Estamos apenas tentando não encolher nosso próprio mercado.”

Os críticos do setor em suas avaliações iniciais elogiaram as inovações trazidas pelo novo console, cujo controlador é maior que um iPhone e menor que um iPad.

O novo console é o primeiro aparelho da Nintendo a oferecer recursos gráficos de alta definição e é equipado com processador produzido pela IBM e placas gráficas da AMD. Mas foi o controlador do console que conquistou as atenções na terça-feira.

Incorporada ao controle, uma tela de toque de 6,2 polegadas funciona como tela auxiliar e exibe as mesmas imagens que estão na tela da TV, ou pode oferecer informações adicionais aos jogadores, oferecendo-lhes vantagem sobre os oponentes.

O controlador do Wii U também pode ser usado para ligações telefônicas e funciona em conjunto com os controladores existentes do Wii.

O aparelho também serve como um sistema separado de videogames. Pode, por exemplo, continuar a executar um jogo em sua tela de toque se alguém mais quiser assistir a outro programa na TV. Mas essa funcionalidade só funciona se o controlador manter uma conexão sem fio com o Wii U.

A linha inicial de títulos sugere que a Nintendo está tentando reconquistar os adeptos mais dedicados do videogame, com jogos de combate pessoal populares tais como Ghost Recon, da Ubisoft, Aliens, da Sega, e Battlefield 3, da Electronic Arts, na fila para lançamento, entre outros.

“Há muitos criadores de jogos que já estão respondendo e desenvolvendo novos títulos para o sistema que estamos propondo com o Wii U”, disse Iwata. “Ele pode satisfazer todos os gostos, com ação de jogo mais intensa.”

Já que o aparelho só chegará ao mercado dentro de nove meses, a Nintendo ainda tem tempo para realizar modificações, e a seleção inicial de títulos pode ser alterada.

Esta semana, a Sony anunciou planos para lançar um sistema portátil de videogames 3D ao preço de 299 dólares, que os críticos imediatamente definiram como alto demais.

“A Nintendo dessa vez se adiantou ao mercado”, disse Michael Pachter, analista da Jedbush. “O aparelho é capaz de fazer tudo que um tablet faz, e as pessoas talvez estejam se perguntando por que um iPad 2 não oferece jogos do mesmo tipo.”

A Nintendo ainda lidera no hardware de videogames, mas vem enfrentando dificuldades para conquistar usuários junto aos adeptos dos produtos Microsoft e Sony, depois do lançamento decepcionante do portátil 3DS.

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