Companhias de Internet testam Web para o futuro

quarta-feira, 8 de junho de 2011 11:08 BRT
 

Por Georgina Prodhan

LONDRES (Reuters) - Companhias de Internet como Google, Facebook e Akamai uniram forças na quarta-feira para testar o preparo da Internet para um futuro no qual novos bilhões de pessoas e aparelhos estarão conectados.

O conjunto de endereços de Internet utilizados para a maior parte do tráfego atual está perto do esgotamento, mas a adoção do IPv6, um novo protocolo de Internet com 4 bilhões de vezes mais endereços possíveis, vem sendo lenta apesar de ter surgido há uma década.

As empresas de conteúdo e os provedores de acesso à Internet estão esperando que algum dos dois lados dê o primeiro passo, e recursos alternativos como serviços de tradução e endereços compartilhados se tornaram comuns.

Mas a perspectiva de que grande número de redes modernas do padrão IPv6 entre online, especialmente nos países em desenvolvimento, onde os sistemas baseados no protocolo anterior, o IPv4, não são tão onipresentes, está começando a forçar ação da parte das organizações.

"O que está em jogo é a futura capacidade de ampliação e a utilidade da Internet", disse Matthew Ford, gerente do programa de tecnologia da Internet Society, uma organização sem fins lucrativos que se dedica ao desenvolvimento aberto da Internet e está organizando o Dia Mundial do IPv6.

"O IPv6 tem como propósito fundamental permitir que a Internet cresça de forma a atender as expectativas e demandas de uma população mundial de 7 bilhões de pessoas, somadas às expectativas cada vez maiores de que muitos aparelhos passem a ser capazes de conexão com a Internet", diz.

As especificações do IPv4 foram criadas em 1981, quando a população mundial era de apenas 4,5 bilhões de pessoas e a era da computação pessoal mal estava começando, com o lançamento do IBM PC. O sistema permitia um total de 4,3 bilhões de endereços.

Hoje, há mais de 2 bilhões de pessoas online, muitas das quais com múltiplos computadores e celulares inteligentes. Em 2020, pode haver 50 bilhões de aparelhos conectados, com a proliferação de medidores de energia inteligentes, televisores conectados e sistemas de tratamento remoto de saúde.   Continuação...