Funcionário de loja da Apple quer iniciar sindicato

segunda-feira, 13 de junho de 2011 09:24 BRT
 

Por Poornima Gupta

SAN FRANCISCO, Estados Unidos (Reuters) - Um funcionário das lojas Apple começou uma campanha para sindicalizar os empregados da divisão de varejo da empresa, uma decisão rara para uma companhia conhecida por seus seguidores quase fanáticos e pela sua imagem vanguardista.

Cory Moll, funcionário de meio período de uma loja Apple em San Francisco, está trabalhando para formar um sindicato, com o objetivo de lutar por melhores salários e benefícios e corrigir o que vê como práticas de trabalho injustas, nas elegantes lojas da empresa.

"As questões básicas são remuneração, salários, benefícios", disse Moll, acrescentando que havia decidido sair a público com sua ideia de criar um sindicato para encorajar a adesão de outros funcionários.

Embora os sindicatos sejam fortes em setores como o transporte rodoviário e o automotivo, são quase desconhecidos nas companhias do Vale do Silício, que se orgulham pela sua rapidez na ação e flexibilidade para contratar e demitir.

A campanha incipiente de Moll também é incomum dada a reputação da Apple por forte lealdade da parte de seus funcionários.

A Apple conta com mais de 30 mil trabalhadores em sua divisão de varejo, que opera 325 lojas em todo o mundo.

Moll, que trabalha na Apple há quatro anos, disse que ganha 14 dólares por hora em uma loja da empresa em San Francisco. O salário mínimo por hora em San Francisco, uma das cidades mais caras dos Estados Unidos, é de 9,92 dólares este ano.

Moll, 30, se comunica com os colegas de loja principalmente por meio do Twitter, Facebook e do site "Apple Retail Workers Union", que ele criou em maio, mas sem revelar seu nome.   Continuação...