Empresas de tecnologia despencam na Ásia à espera de resultados

sexta-feira, 17 de junho de 2011 10:42 BRT
 

Por Hyunjoo Jin e Jungyoun Park

SEUL (Reuters) - As ações da Samsung Electronics e de outras empresas asiáticas de tecnologia despencaram nesta sexta-feira por temores de que a desaceleração da economia mundial prejudique a demanda por computadores e TVs, afetando os resultados de fabricantes de chips e painéis até o final do ano.

Investidores, que haviam antecipado que o terremoto no Japão há três meses resultaria em alta de preços de chips de memória e telas planas, estão vendendo ações de empresas de tecnologia da Coreia do Sul, Taiwan e Japão.

O setor de tecnologia, referência para a demanda dos consumidores, teve suas perspectivas prejudicadas pela crise de dívida na Europa e pelo crescimento lento do mercado de trabalho nos Estados Unidos.

"O ímpeto parece ter desaparecido do setor de tecnologia," disse Cha Kyung-jin, administrador de fundos da Golden Bridge Asset Managament, que detém ações da Samsung. "As expectativas quanto à economia mundial e os resultados da tecnologia no segundo semestre retraíram."

As ações da Samsung Electronics, maior companhia mundial de tecnologia em termos de faturamento, caíram 3,4 por cento nesta sexta-feira, maior recuo diário dos últimos três meses.

A Hynix Semiconductor, segunda maior fabricante mundial de chips de memória, registrou queda de 6,1 por cento e a LG Display, que disputa com a Samsung a liderança mundial na produção de telas planas, sofreu queda de 6,8 por cento, em meio à redução de expectativas quanto aos resultados.

"Existe preocupação com a possibilidade de que as empresas de tecnologia vejam baixa recuperação de lucro no segundo semestre, depois dos resultados fracos do segundo trimestre. No segundo semestre a demanda é tradicionalmente alta, mas a sazonalidade pode ser fraca este ano por dificuldades macroeconômicas," disse Park Jong-min, administrador de fundos na ING Investment Management.

"As empresas estão relutando em ampliar estoques devido às incertezas macroeconômicas, e já acumularam componentes depois do terremoto de 11 de março por temer uma escassez de insumos", disse ele.