Wikileaks perde fonte de renda islandesa

sexta-feira, 8 de julho de 2011 19:31 BRT
 

Por Maria Aspan

NOVA YORK (Reuters) - O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, perdeu uma importante fonte de financiamento.

Desde dezembro, grandes bandeiras mundiais de cartões de crédito vinham dificultando as doações à polêmica organização, que se propõe a divulgar segredos de governos e empresas. Nesta semana, no entanto, o WikiLeaks havia recebido um alívio graças à involuntária ajuda de um banco islandês. Mas essa janela também se fechou rapidamente.

Na quinta-feira, a DataCell, que administra os pagamentos feitos ao WikiLeaks, disse que poderia voltar a processar doações feitas para o grupo de Assange, driblando assim as restrições impostas meses atrás pela Visa e a MasterCard.

É que um banco islandês chamado Valitor havia aceitado os pagamentos processados pela DataCell, que no entanto não informou ao banco que esse dinheiro incluiria doações de simpatizantes ao WikiLeaks, disse o banco à Reuters na sexta-feira.

"O Valitor não foi informado de que a DataCell estaria conduzindo tais atividades quando o seu acordo comercial foi selado", disse Jonina Ingvadottir, porta-voz do banco, em email enviado à Reuters.

Ela citou a proibição da Visa e da MasterCard aos "serviços como os que a DataCell está oferecendo ao WikiLeaks".

As duas maiores bandeiras mundiais de cartões, assim como várias outras empresas, proibiram a transferência de doações ao WikiLeaks depois que no ano passado o site divulgou milhares de documentos diplomáticos sigilosos dos EUA.

Uma pessoa familiarizada com o assunto disse na sexta-feira à Reuters que o Valitor bloqueou as doações feitas ao WikiLeaks com cartões Visa e MasterCard, e cancelou seu contrato com a DataCell. Menos de cem doações chegaram a ser feitas, segundo essa fonte.   Continuação...