SAP quer reduzir indenização de US$1,3 bi em favor da Oracle

quarta-feira, 13 de julho de 2011 12:07 BRT
 

Por Dan Levine

SAN FRANCISCO, Estados Unidos, 13 de julho (Reuters) - A SAP tentará nesta quarta-feira convencer uma juíza norte-americana a reduzir ou reverter a indenização de 1,3 bilhão de dólares que foi condenada a pagar para a Oracle.

Um júri no norte da Califórnia concedeu essa indenização à Oracle em novembro do ano passado, em um processo no qual a TomorrowNow, subsidiária da SAP, era acusada de fazer download indevido de milhões de arquivos da Oracle.

Mas na audiência que será realizada nesta quarta-feira em Oakland, Califórnia, a juíza distrital Phyllis Hamilton terá sua primeira oportunidade de comentar diretamente sobre o veredito. Na documentação do processo, a Oracle argumenta que a decisão conta com forte sustentação de provas.

O julgamento de três semanas de duração, que capturou a atenção do Vale do Silício, envolveu depoimentos de executivos importantes como Larry Ellison, presidente-executivo da Oracle e acusado pelos advogados da SAP de inventar estimativas de prejuízo, e Safra Catz, a presidente da companhia.

Bill McDermott, co-presidente executivo da SAP, também depôs, e pediu desculpas à Oracle pelas atividades da TomorrowNow.

Durante o julgamento, a Oracle apontou para envolvimento do antigo presidente da SAP e hoje presidente-executivo da Hewlett-Packard, Leo Apotheker, nas operações da TomorrowNow, mas não ofereceu provas de que Apotheker estivesse ciente do roubo de arquivos.

A SAP reconheceu atividades indevidas, no julgamento, mas argumentou que a indenização não deveria superar os 40 milhões de dólares. Em sua petição por uma redução no montante da indenização, a SAP solicitou que Hamilton use uma metodologia diferente de cálculo que resultaria em indenização entre 28 milhões e 408,7 milhões de dólares.

Como alternativa, a SAP pediu para Hamilton determinar um novo julgamento.

A Oracle quer que a decisão original do tribunal seja mantida. "O veredito não é 'especulativo', 'subjetivo' ou injusto, como sustenta a SAP", afirmou a Oracle na petição.