Tribunal adia decisão sobre extradição de fundador do WikiLeaks

quarta-feira, 13 de julho de 2011 16:20 BRT
 

Por Stefano Ambrogi

LONDRES (Reuters) - Dois juízes adiaram na quarta-feira uma decisão sobre autorizar ou não a extradição de Julian Assange, fundador do WikiLeaks, da Grã-Bretanha para a Suécia em função de alegações de má conduta sexual.

Uma decisão judicial por escrito será entregue em data posterior, ainda não especificada.

Advogados das autoridades suecas disseram à corte britânica na quarta-feira que Assange é acusado de estupro e agressão sexual e deve ser transferido à Suécia para enfrentar as acusações.

O australiano de 40 anos, especialista em computadores, esteve na Alta Corte de Londres para o segundo e último dia de audiência, depois de ter sido derrotado em fevereiro em um recurso inicial contra a ordem de extradição.

Promotores suecos querem interrogar Assange sobre três alegações de agressão sexual e uma de estupro feitas por duas mulheres, ambas voluntárias do WikiLeaks, na Suécia em agosto do ano passado. Assange nega as alegações, e ainda não foram formuladas acusações criminais formais.

A equipe de defesa de Assangue pediu aos dois juízes que impedissem sua extradição, argumentando que o caso tem falhas judiciais e que o sexo sempre foi consensual.

Mas Clare Montgomery, falando em nome da promotoria sueca, rejeitou as afirmações de Assange, dizendo que é "perfeitamente claro" que as mulheres fizeram alegações sobre sexo não consensual.

O argumento da defesa foi centrado no fato de que Assange ainda não foi formalmente acusado de nenhum crime na Suécia, embora sua equipe de advogados admita que isso possa ser feito em data futura.   Continuação...