Operadoras europeias de telefonia pedem menos regulamentação

quarta-feira, 13 de julho de 2011 17:43 BRT
 

Por Leila Abboud e Gwenaelle Barzic

PARIS (Reuters) - As maiores operadoras de telefonia da Europa solicitaram a reguladores que adotem um tom mais leve quanto a operações de fusão no setor.

As companhias pediram ainda que seja permitido cobrar de grandes websites, como o Google, para priorizar seus próprios tráfegos de dados na rede.

Estas e outras recomendações foram apresentadas nesta quarta-feira por um grupo de executivos do setor, em uma conferência realizada em Bruxelas pela Comissão Europeia, destinada a desvendar porque o investimento em banda larga de alta velocidade é insuficiente em grande parte do continente.

Após meses de conversações, os executivos, liderados pelos presidentes-executivos Jean-Bernard Levy, da Vivendi, Ben Verwaayen, da Alcatel-Lucent, e Rene Obermann, da Deutsche Telekom, fizeram um levantamento com 11 recomendações.

"A missão foi difícil, mas nós viemos aqui com propostas concretas e vimos um surpreendente nível de consenso", disse Levy. "Agora precisamos de um esforço de todas as partes preocupadas para chegarmos onde temos que ir".

A União Européia estabeleceu metas ambiciosas para levar banda larga básica a todos os europeus até 2013, visando uma velocidade de 100 megabites por segundo para todos os lares até 2020.

Mas muitas destas metas permanecem fora de alcance porque diversas empresas de telefonia na região não começaram a construir redes de fibra ótica, apesar de se comprometerem a gastar bilhões de euros em novos lançamentos.

Grandes companhias como a France Telecom e a Deutsche Telekom têm reclamado que, no fim das contas, terão que dividir suas próprias redes com concorrentes, mesmo após terem pago para construí-las.

No encontro desta quarta-feira, os executivos disseram estar ávidos para investir, desde que órgãos reguladores criem condições favoráveis para transformar os investimentos em banda larga rentáveis no longo prazo.