SAP ganha fatia de mercado sobre Oracle pela 1a vez em 18 meses

quarta-feira, 27 de julho de 2011 11:26 BRT
 

Por Harro ten Wolde

FRANKFURT, 27 de julho (Reuters) - A SAP, maior fabricante mundial de software de gestão, ganhou participação de mercado em relação à rival Oracle pela primeira vez em 18 meses, de acordo com resultados mais recentes, afirmaram analistas nesta quarta-feira.

"A SAP está reconquistando mercado mais rápido do que esperávamos. Pela primeira vez em sete trimestres, o crescimento orgânico nas licenças da SAP superou o da Oracle, pelas nossas estimativas," disse Rajeev Bahl, da Matrix Research.

A companhia alemã elevou suas projeções na noite de terça-feira, informando que o faturamento com licenças de software subiu 35 por cento no segundo trimestre.

"Acreditamos que a SAP tenha registrado ganhos tanto no volume de transações quanto no número de transações de grande porte," disse Stacy Pollard, analista do JPMorgan.

Bahl estima que o crescimento orgânico da SAP em aplicativos, excluída a Sybase, adquirida no ano passado por 5,8 bilhões de dólares, tenha sido de 18 por cento no trimestre, ante 16 por cento da Oracle, e afirma que a nova estratégia da SAP de oferecer serviços adaptados às necessidades de cada cliente está dando frutos.

No passado, a empresa dependia em larga medida de grandes sistemas integrados de software, vendidos a muitas das maiores companhias mundiais, levando tempo para se ajustar à era dos serviços fornecidos sob demanda, em um momento de corte de custos e de avanço da computação em nuvem.

Agora, a SAP começa a reconquistar espaço com o software de gestão adaptável direcionado a empresas menores e de porte variado.

A SAP está apostando na tecnologia móvel e de bancos de dados "in memory", criada para tornar os aplicativos analíticos mais poderosos por meio do acesso a dados armazenados localmente em um chip, e não em um servidor, o que permite atender um volume mais amplo de cliente.

O plano da companhia é integrar esse novo negócio aos produtos de software básicos, o irá contribuir para a meta de faturamento de 20 bilhões de euros (29,05 bilhões de dólares) até 2015, contra 12,5 bilhões de euros no ano passado.