Celular não altera risco de câncer em crianças, diz estudo

quarta-feira, 27 de julho de 2011 19:34 BRT
 

Por Sinead Carew

NOVA YORK (Reuters) - Crianças e adolescentes que usam celulares não estão expostos a um risco maior de desenvolver câncer no cérebro em relação a quem não usa esses aparelhos, aponta um estudo junto a pacientes de 7 a 19 anos divulgado nesta quarta-feira.

A pesquisa, publicada no Jornal do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, diz respeito a temores de que crianças possam ser mais vulneráveis a riscos de saúde em decorrência da radiação eletromagnética dos celulares.

Como o sistema nervoso das crianças estão em desenvolvimento, há temores de que a radiação dos celulares possa penetrar mais fundo em seus cérebros.

Mas o estudo, o primeiro a analisar especificamente crianças e o risco de câncer associado a celulares, descobriu que pacientes com tumor no cérebro não têm propensão de usar celulares mais regularmente do que os que não têm câncer.

"Se o uso de celular fosse um fator de risco, seria de se esperar que pacientes com câncer usassem mais o aparelho", disse o professor Martin Roosli, que conduziu o estudo no Instituto Tropical e de Saúde Pública, na Basileia, Suíça.

Parte do financiamento para o estudo veio da Fundação Suíça de Pesquisa sobre Comunicação Móvel, que é em parte apoiada por operadoras de telefonia celular da Suíça. As operadoras não foram envolvidas no projeto do estudo ou no recolhimento, análise ou interpretação dos dados, segundo os autores.

Após cerca de 30 anos da introdução comercial dos celulares no mundo, cerca de 5 bilhões de aparelhos estão em uso atualmente.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) retomou o interesse sobre possíveis riscos à saúde causados por dispositivos móveis depois que informou em maio que o uso de um celular pode aumentar o risco de surgimento de certos tipos de tumores no cérebro.   Continuação...