Twitter e telefone canalizam pressão contra moratória nos EUA

sexta-feira, 29 de julho de 2011 17:34 BRT
 

Por Deborah Charles

WASHINGTON (Reuters) - Pelo telefone e pela Internet, os norte-americanos atenderam na sexta-feira ao pedido do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para pressionar o Congresso a aprovar o novo limite de endividamento do governo.

O apelo de Obama foi feito num pronunciamento pela TV, o segundo em uma semana. O Departamento do Tesouro diz que, se o novo teto do endividamento não for aprovado até terça-feira, os EUA terão de declarar uma inédita moratória.

"Na noite de segunda-feira, pedi ao povo norte-americano que fizesse sua voz ser ouvida neste debate, e sua resposta foi avassaladora", disse Obama, referindo-se aos telefonemas e e-mails enviados pela população aos parlamentares.

"Então, por favor, a todo o povo norte-americano, mantenha isso", disse o presidente em declarações transmitidas por várias redes durante a manhã.

"Se vocês quiserem ver um acordo bipartidário, uma lei que possa ser aprovada em ambas as Casas do Congresso e que eu possa sancionar, faça os seus representantes no Congresso saberem disso. Deem um telefonema. Mandem um e-mail. Tuítem. Mantenham a pressão sobre Washington, e poderemos passar por isso."

Logo depois do discurso, os circuitos telefônicos do Congresso ficaram sobrecarregados, dificultando as ligações externas. Por volta de meio-dia, Dan Weiser, diretor de comunicações da administração da Câmara, disse que havia um aumento de 10 por cento nas ligações recebidas, em relação aos dias normais.

Várias ligações para o gabinete do presidente da Câmara, o republicano John Boehner, não puderam ser completadas -- ou davam sinal de ocupado, ou caíam em uma mensagem com música patriótica, pedindo que a pessoa que ligou esperasse na linha.

Boehner tem ativamente buscado uma prorrogação temporária do limite de endividamento, mas enfrenta resistências de parte do seu próprio partido.   Continuação...