Governo dos EUA vai usar Defcon para contratar hackers

terça-feira, 2 de agosto de 2011 10:36 BRT
 

Por Tabassum Zakaria

WASHINGTON (Reuters) - A Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos tem um desafio para os hackers que se gabam de suas capacidades: provar do que são capazes trabalhando nos "problemas mais difíceis do planeta".

Os talentos dos hackers estão em grande demanda pelo governo dos EUA para as guerras cibernéticas que representam ameaça crescente à segurança do país, e eles são escassos.

Por isso, uma verdadeira sopa de letrinhas de agências federais norte-americanas --DOD, DHS, Nasa, NSA-- participarão da Defcon, uma conferência anual de hackers que acontece esta semana em Las Vegas. A inscrição para o evento custa 150 dólares, pagos em dinheiro, sem registro de nomes. O número de participantes esperado é de mais de 10 mil.

A NSA está entre os mais ávidos participantes dessa busca. A agência de espionagem desempenha papel tanto ofensivo quanto defensivo nas guerras cibernéticas. Conduz escutas eletrônicas contra adversários e protege as redes de computadores norte-americanas que hospedam material altamente secreto e representam alvo suculento para os inimigos dos EUA.

"Hoje estamos em busca de guerreiros cibernéticos e não de cientistas espaciais", disse Richard "Dickie" George, diretor técnico da divisão de proteção de informações da NSA, que cuida das operações de defesa cibernética da agência.

"É a corrida em que estamos envolvidos hoje. E precisamos dos melhores e mais brilhantes profissionais para assumir esse status de guerreiros cibnernéticos", declarou em entrevista à Reuters.

A NSA vai contratar cerca de 1,5 mil pessoas no ano fiscal que se encerra em 20 de setembro e número semelhante no ano que vem, a maioria das quais especialistas em combate cibernético. Com pouco mais de 30 mil funcionários, a NSA, sediada em Fort Meade, Maryland, tem porte muito maior que o de todas as demais agências de inteligência norte-americanas, incluindo a Central Intelligence Agency (CIA).

A organização também realiza operações de espionagem cibernética e outras ações ofensivas, algo que raramente ou nunca discute publicamente.   Continuação...