Arte e partículas subatômicas colidirão no Cern

quinta-feira, 4 de agosto de 2011 13:59 BRT
 

Por Robert Evans

GENEBRA (Reuters) - A Organização Europeia de Pesquisa Nuclear (Cern) anunciou nesta quinta-feira um novo programa que une ciência e arte para promover música e pintura inspiradas pelas maravilhas do cosmos.

O programa vai envolver a organização em projetos culturais que sejam influenciados pela física de partículas que ocupa posição central no trabalho do Cern.

"As artes e a ciência estão inextricavelmente conectadas, pois ambas são formas de explorar nossa existência, o que significa ser humano e qual é o nosso lugar no Universo", disse físico alemão Rolf Heuer, diretor geral do Cern e fã de música clássica.

Mariko Mori, uma conhecida artista japonesa nos campos do vídeo e fotografia, ofereceu uma visão mais lírica das ideias que embasam o programa, que será dirigido por um "Conselho Cultural das Artes" e convidará artistas para períodos de residência no Cern.

"O desafio do Cern, descobrir a verdade de nossa existência por meio de ciência revolucionária, oferece inspiração aos artistas e criadores de todo o mundo", disse Mori, depois de uma recente visita ao centro, que fica na fronteira entre a Suíça e a França.

O Cern lidera os esforços da humanidade para "compreender o que somos", disse Mori, que cria visões de mundos alienígenas por meio de esculturas, pinturas e vídeos.

O "conselho cultural" de cinco integrantes, entre os quais o diretor de uma importante companhia de ópera francesa, o presidente de um museu suíço e um físico do Cern cuja especialidade é a busca da antimatéria, selecionará dois projetos ao ano para que recebam o selo de aprovação da organização.

O centro opera com orçamento severamente controlado pelos 20 países europeus que o bancam e não tem verbas a oferecer para as artes, mas Heuer diz que seu apoio moral facilitará a busca externa de fundos para cada projeto selecionado.   Continuação...