Groupon dobra usuários, vai abandonar métrica polêmica

segunda-feira, 8 de agosto de 2011 13:41 BRT
 

Por Alistair Barr

SAN FRANCISCO, Estados Unidos (Reuters) - O site de compras coletivas Groupon, que mais que dobrou o número de usuários este ano para 115 milhões, planeja abandonar o uso de uma controversa metodologia financeira que já foi considerada pela empresa como um bom indicador de desempenho, informaram duas fontes próximas do assunto.

O maior site de compras coletivas dos Estados Unidos, que se afasta cada vez mais da concorrente LivingSocial em número de membros, cedeu à pressão de investidores e não mais utilizará uma métrica chamada Lucro Operacional de Segmento Consolidado Ajustado (ACSOI, na sigla em inglês), disse uma fonte à Reuters.

O Groupon, prestes a realizar umas das mais esperadas ofertas iniciais de ações (IPO) do ano, planeja enviar na próxima semana um documento anexo ao seu prospecto de abertura de capital para atualizar seu desempenho, disseram as duas fontes.

O forte ritmo de crescimento da empresa será revelado nesse anexo e deve dar um impulso ao IPO da companhia, apesar de temores sobre a necessidade do Groupon de investir pesado para atrair novos usuários e também da preocupação de outra bolha da Internet, a exemplo do que aconteceu no fim dos anos 1990.

"Há poucas oportunidades de crescimento na escala de companhias como o Groupon", disse Lou Kerner, vice-presidente de pesquisa na Wedbush Securities. "É isso que muitos investidores têm procurado hoje em dia."

Fundado em 2008, o Groupon fez um pedido de abertura de capital neste ano para levantar cerca de 750 milhões de dólares na oferta. Em abril, uma fonte disse que a empresa pode captar até 1 bilhão de dólares, sendo avaliada entre 15 bilhões e 20 bilhões de dólares.

Neste ano, empresas online, como o site de redes sociais para profissionais LinkedIn, tiveram espetaculares entradas no mercado acionário, o que aumentou o interesse por possíveis ofertas do segmento, como Facebook e Twitter.

Mas há crescentes dúvidas em Wall Street sobre se a animação que cerca o segmento online atualmente é justificada diante da lembrança do colapso das empresas "pontocom" em 2001.   Continuação...