Atenta a protestos, Dubai monitora sites de mídia social

quarta-feira, 17 de agosto de 2011 14:15 BRT
 

DUBAI (Reuters) - Dubai está monitorando os sites de mídia social por sinais de tentativas de organizar protestos ou greves, disse uma autoridade policial na quarta-feira, citando preocupação com a grande população estrangeira trabalhadora.

O coronel Abdul Rahim bin Shafi, diretor do departamento contra o crime organizado do Ministério do Interior na cidade dos Emirados Árabes Unidos, disse que a polícia está monitorando com atenção os sites de mídia social, como Twitter e Facebook.

"Quem quer que dissemine notícias ou comunicados falsos ou maliciosos ou espalhe propaganda capaz de perturbar a segurança pública poderá passar entre um mês e três anos na cadeia", disse Bin Shafi à Reuters na quarta-feira.

"Todas as mídias estão sendo monitoradas, incluindo a mídia social. As pessoas podem expressar sua opinião sem violar as normas (sociais)", afirmou ele. "O Twitter e o Facebook foram inventados para tornar o mundo mais fácil, mas se forem usados adversamente, os perpetradores serão punidos pela lei."

Ele afirmou que os chefes de segurança dos EAU, uma federação com sete membros que inclui Dubai e Abu Dhabi, observaram como a mídia social foi usada por baderneiros na Grã-Bretanha este mês para organizar os movimentos deles durante as agitações.

"O que acontece na Grã-Bretanha poderia ocorrer aqui", disse Bin Shafi, apontado para a população operária de expatriados. "Há uma avaliação continuada no nível dos chefes de departamentos e dos chefes de polícia para acompanhar os acontecimentos e analisá-los."

Cerca de 80 por cento da população dos EAU é de estrangeiros, muitos provenientes da Ásia. Os trabalhadores asiáticos, a maioria do subcontinente indiano, já fizeram greves por causa dos salários baixos e das condições ruins.

"Temos planos de contingência para lidar com greves e programas de treinamento para combater situações como essa", disse Bin Shafi.

As forças de segurança da EAU restringiram um círculo crescente de ativistas que fizeram campanha por reformas democráticas na EAU, cujos emirados são dominados por tribos e famílias.