Após cancelamento de tablet da HP, quem desafiará a Apple?

segunda-feira, 22 de agosto de 2011 12:16 BRT
 

Por Liana B. Baker

NOVA YORK (Reuters) - O cancelamento súbito do tablet Touch Pad, da Hewlett-Packard, depois de apenas sete semanas de vendas, serviu para lembrar que as grandes empresas da tecnologia, até o momento, não conseguiram conquistar nem mesmo uma fração do mercado do iPad, da Apple.

O TouchPad acompanhará o Streak, da Dell, ao cemitério dos tablets, enquanto as vendas fracas de outros produtos concorrentes sugerem que novos nomes serão acrescidos a essa lista.

"Os outros tablets, que não sejam o iPad, simplesmente não vendem no varejo. Essa é a mensagem clara dos acontecimentos dos últimos dias," disse Mark Gerber, analista da empresa de pesquisa e investimento Detwiler Fenton.

Outros tablets que não conseguiram conquistar os consumidores incluem o Eee Pad Transformer, da Asustek, e o Xoom, da Motorola Mobility, que o Google planeja adquirir.

O PlayBook, da Research in Motion, recebeu críticas muito negativas e tem registrado vendas fracas, mas provavelmente sobreviverá porque desempenha papel crucial na estratégia da empresa.

"Não antecipo que a RIM cancele o PlayBook em breve ou abandone essa plataforma, porque a empresa considera o produto como seu futuro," disse Collin Gillis, analista da BGC Financial.

Os rivais da Apple também não se saíram bem ao criar software para tablets.

O software iOS, da Apple, respondeu por 61,3 por cento do segmento no segundo trimestre, mais que o dobro dos 30 por cento detidos pelo Android, do Google, seu concorrente mais próximo. A Microsoft tinha apenas 4,6 por cento e a RIM, 3,3 por cento, de acordo com a Strategy Analytics.

Mas o cenário pode mudar em breve. A decisão do Google de adquirir a Motorola Mobility, anunciada na semana passada, torna mais difícil a situação para a Apple, porque oferecerá à maior companhia de Internet aparelhos em que será possível exibir seu software com destaque --exatamente como a Apple faz.

As atenções agora estão voltadas ao novo modelo do Google, que une o software para smartphones e tablets, o que deve encorajar programadores a optar pela plataforma e criar aplicativos melhores. A Microsoft também pode se provar uma ameaça ao lançar o Windows 8, seu software para tablets, mas isso não deve acontecer antes do final de 2012.