24 de Agosto de 2011 / às 21:41 / 6 anos atrás

Ranking de operadoras móveis muda; foco em rentabilidade, não

Por Sérgio Spagnuolo

SÃO PAULO (Reuters) - A chegada da TIM Participações ao segundo lugar do mercado brasileiro de telefonia móvel foi comemorada pela companhia, mas não deve alterar de forma significativa o cenário do setor no curto prazo.

Embora mantenham uma disputa acirrada por mercado, as operadoras têm concentrado o discurso na busca permanente por rentabilidade maior, seja por promoções de pacotes a usuários ou “limpeza” na base de usuários pré-pagos.

“O mercado já precificou o bom desempenho financeiro da TIM, a notícia (da vice-liderança) é positiva, mas já era esperada”, diz a analista Rosângela Ribeiro, da corretora SLW. “É preciso se focar na rentabilidade, conseguir market share não necessariamente é rentável.”

Na terça-feira, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgou dados de acessos para julho, mostrando que a TIM superou a Claro em mais de 600 mil acessos móveis, retomando a vice-liderança que tinha perdido em 2008.

A TIM, controlada pela Telecom Italia, tem apresentado bons resultados trimestrais e apenas um melhor posicionamento no ranking do setor não necessariamente significa a manutenção da rentabilidade, segundo analistas.

A Claro ainda possui uma grande base de clientes no Brasil, e tem, inclusive, registrado adições líquidas de acessos móveis mês a mês. A subsidiária da mexicana América Móvil indicou que vai se focar na criação de valor ao invés de priorizar apenas novas linhas.

A Vivo, por sua vez, apesar de consolidada como líder do segmento, superando a TIM em mais de 8 milhões de linhas móveis, também tem conseguido novas adições à sua base.

“Chamamos atenção para o desempenho muito positivo da Vivo, que está na liderança e ainda consegue ganhar market share”, afirma a analista Luciana Leocadio, da corretora Ativa.

A TIM também tem enfatizado a rentabilidade do seu negócio, baseado principalmente em celulares pré-pagos, que responderam por 85,5 por cento das linhas da operadora ao término do segundo trimestre. Em comparação, a Vivo tinha uma base de linhas pré-pagas de 78 por cento, enquanto a da Oi era de 83 por cento.

“A maior participação de pré-pagos na base (da TIM) leva a margens menores, contudo ainda atraentes”, observou o analista da corretora Concórdia, Leonardo Girela Zanfelicio.

Para Luciana, da Ativa, as empresas já aprenderam a ter rentabilidade com pré-pago: “Às vezes essas linhas têm margem muito boa porque não há subsídios (na venda do aparelho ou na conta)”.

De fato os números da TIM demonstram forte avanço na receita líquida e no lucro, mas há pressão sobre as margens da companhia devido a promoções a clientes.

OI FICA PARA TRÁS

Entre as grandes operadoras no Brasil, a Oi é a que tem mostrado quedas consecutivas de participação de mercado nos últimos meses, atribuídas pela companhia, principalmente, a uma limpeza em sua rede, com a remoção de chips inoperantes por um prazo superior a 90 dias.

“Embora os números mensais de market share sejam extremamente voláteis, a Oi registrou um desempenho fraco em adições líquidas”, escreveram os analistas Carlos Constantini e Susana Salaru, do Itaú BBA, em relatório.

Reportagem adicional de Silvio Cascione

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