PERFIL-Steve Jobs tem um sistema operacional diferente

quinta-feira, 25 de agosto de 2011 14:37 BRT
 

Por Poornima Gupta e Peter Henderson

SAN FRANCISCO (Reuters) - Difícil de compreender, duro de trabalhar e tido como insubstituível por muitos fãs e investidores da Apple, Steve Jobs tem levado a vida desafiando expectativas e convenções.

E apesar de anos demonstrando sinais de saúde fragilizada, sua renúncia da presidência-executiva da Apple foi manchete no mundo inteiro, com todos imaginando o futuro de um ícone e da companhia que ele simboliza.

"Steve Jobs é o presidente-executivo mais bem-sucedido do mundo corporativo dos Estados Unidos dos últimos 25 anos", disse o chairman do Google, Eric Schmidt, que era membro do Conselho da Apple mas renunciou devido a conflito de interesses.

"De maneira única ele combinou um toque de artista com uma visão de engenheiro para erguer uma companhia extraordinária, é um dos maiores líderes da história dos EUA", acrescentou Schmidt em comunicado.

Jobs abandonou os estudos e foi para a Índia em busca de orientação espiritual antes de fundar a Apple --nome que ele sugeriu a seu amigo e co-fundador da empresa Steve Wozniak após ter visitado uma comunidade no Estado norte-americano do Oregon, a qual ele se referiu como "um pomar de maçãs".

Com sua paixão por design minimalista e marketing genioso, Jobs mudou o curso da computação pessoal e transformou o mercado da comunicação móvel.

O dispositivo de música iPod, o iPhone --chamado de "telefone de Jesus" por seus "religiosos" seguidores-- e o tablet iPad são criações de um homem conhecido por seu quase obsessivo controle pelo processo de desenvolvimento de produtos.

"A maioria dos meros mortais não pode entender uma pessoa como Steve Jobs", disse o ex-funcionário da Apple Guy Kawasaki. "Ele tem um sistema operacional diferente."   Continuação...

 
Foto de arquivo de Steve Jobs durante o lançamento da loja do iTunes europeia, em Londres, junho de 2004. A renúncia de Jobs da presidência-executiva da Apple foi manchete no mundo inteiro. 15/06/2004 REUTERS/Matt Dunham/Arquivo