GVT e jogos lideram lucro da Vivendi no primeiro semestre

quarta-feira, 31 de agosto de 2011 14:26 BRT
 

Por Leila Abboud

PARIS (Reuters) - O grupo francês de telecomunicações e entretenimento Vivendi manteve suas metas para o ano após ter lucro de primeiro semestre em linha com as expectativas. O resultado foi puxado por crescimento do grupo em videogameS e pela operadora brasileira GVT, que compensou fraco desempenho em telefonia móvel na França.

O balanço da primeira metade do ano continuou mostrando perspectivas diferentes para os variados negócios do grupo francês, com o crescimento sendo impulsionado pelas vendas de jogos da Activision Blizzard e pela operação da brasileira GVT.

A GVT fechou o primeiro semestre com receita líquida de 1,563 bilhão de reais, frente a 1,079 bilhão no mesmo período de 2010, de acordo com cálculos da Reuters com base em dados fornecidos pela assessoria de imprensa da operadora. O lucro líquido apurado nos seis primeiros meses de 2011 foi de 262 milhões de reais, contra 111 milhões na comparação anual.

No segundo trimestre, a operadora brasileira teve alta anual de 43 por cento na receita líquida, para 815,8 milhões de reais. Com o faturamento com serviços de telefonia fixa crescendo 31,1 por cento e de banda larga saltando 73,4 por cento. O lucro da GVT disparou 80,8 por cento entre abril e junho, somando 144,3 milhões de reais, com uma expansão de 51,7 por cento no número de linhas em serviço, para 5,25 milhões.

Os resultados da Vivendi mostraram como a companhia francesa retomou o ritmo após comprar a fatia de 44 por cento da Vodafone na SFR, assumindo controle total sobre a segunda maior operadora de telefonia da França.

Apesar de ter maior exposição ao aumento de concorrência na França e uma grande dívida, a Vivendi também passou a ter uma estrutura financeira mais clara e melhor fluxo de caixa.

"Temos agora controle total de todos os nossos ativos e simplificamos nossa organização", disse o presidente-executivo Jean-Bernard Levy em comunicado.

Contudo, meses após a aquisição do restante da SFR, a unidade continua travando uma guerra de preços com as rivais France Telecom e Bouygues Telecom, o que pressiona as margens e tona mais difícil a manutenção e conquista de clientes.   Continuação...