ESPECIAL-Tablet da Positivo apertará margem, mas pode ter futuro

sexta-feira, 16 de setembro de 2011 17:10 BRT
 

Por Sérgio Spagnuolo e Priscila Jordão

SÃO PAULO (Reuters) - Desde que o Brasil entrou no radar como um potencial grande mercado para tablets, diversas companhias estrangeiras demonstraram interesse em produzir os dispositivos portáteis por aqui, em vista de incentivos fiscais prometidos pelo governo.

E em meio à enxurrada de fabricantes asiáticas que traçaram planos para atuar no país --como LG, ZTE e Foxconn-- a curitibana Positivo Informática, principal montadora nacional de computadores, deve apresentar seu tablet na próxima terça-feira, quando tem agendada uma entrevista coletiva de pauta não revelada.

O presidente da companhia, Helio Rotenberg, afirmou em agosto que "as lojas estarão repletas no Natal" de tablets da Positivo e se disse confiante nesse mercado.

A Positivo leva vantagem por sua ampla logística nacional e contato próximo com varejistas, mas pode faltar espaço nas prateleiras para tantos modelos diferentes das fabricantes.

"A concorrência vai ser forte neste segmento", resume o analista Alex Pardellas, da corretora Banif.

Vinte e cinco empresas manifestaram interesse em montar tablets no país, segundo o Ministério da Ciência e Tecnologia.

Essa disputa pelo consumidor --especialmente com o iPad, da Apple-- vai ser acirrada, o que colocará pressão sobre as margens da Positivo.

"Se você olhar para o mercado global, a Apple é totalmente dominante... Não vejo motivo para imaginar que no Brasil será tão diferente, uma vez que a Apple (através de sua fornecedora Foxconn) estará apta a produzir no país, podendo oferecer preço competitivo", destaca um analista que acompanha a Positivo e falou sob condição de anonimato.   Continuação...