Steve Jobs, o adeus a uma mente diferente

quarta-feira, 5 de outubro de 2011 22:24 BRT
 

Por Poornima Gupta e Peter Henderson

SAN FRANCISCO (Reuters) - Difícil de compreender, duro de trabalhar e tido como insubstituível por muitos fãs e investidores da Apple, Steve Jobs fez de sua vida um constante desafio às expectativas e convenções.

E apesar de anos demonstrando sinais de saúde fragilizada, sua renúncia da presidência-executiva da Apple foi manchete no mundo inteiro. Ele morreu nesta quarta-feira aos 56 anos.

O chairman do Google, Eric Schmidt, o descreveu como "o presidente-executivo mais bem-sucedido do mundo corporativo dos Estados Unidos dos últimos 25 anos".

"De maneira única ele combinou um toque de artista com uma visão de engenheiro para erguer uma companhia extraordinária, é um dos maiores líderes da história dos EUA", disse em agosto.

Jobs abandonou os estudos e foi para a Índia em busca de orientação espiritual antes de fundar a Apple --nome que ele sugeriu a seu amigo e cofundador da empresa Steve Wozniak após ter visitado uma comunidade no Estado norte-americano do Oregon, a qual ele se referiu como "um pomar de maçãs".

Com sua paixão por design minimalista e marketing genioso, Jobs mudou o curso da computação pessoal e transformou o mercado da comunicação móvel.

O dispositivo de música iPod, o iPhone --chamado de "telefone de Jesus" por seus "religiosos" seguidores-- e o tablet iPad são criações de um homem conhecido por seu quase obsessivo controle pelo processo de desenvolvimento de produtos.

"A maioria dos meros mortais não pode entender uma pessoa como Steve Jobs", disse o ex-funcionário da Apple Guy Kawasaki. "Ele tem um sistema operacional diferente."   Continuação...

 
Então CEO da Apple, Steve Jobs acena no fim do lançamento do iPad 2, em San Francisco, nos EUA, em março de 2011. Jobs, cofundador da Apple, morreu nesta quarta-feira. 02/03/2011 REUTERS/Beck Diefenbach